<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133</id><updated>2012-01-18T18:24:49.199Z</updated><category term='Geriatria'/><category term='Direitos das crianças'/><category term='apresentação'/><category term='Religiões'/><category term='liberdade de imprensa'/><category term='Idosos'/><category term='documentos antigos'/><category term='marasmo nacional'/><category term='Emigração'/><category term='direito ao bom nome'/><category term='Globalização'/><category term='Portugal: Um retrato'/><title type='text'>Democracia Aberta</title><subtitle type='html'>Somos um grupo de pessoas que entende que em Portugal existe um défice de reflexão 
pragmática e profunda sobre 
os problemas da sociedade com os quais somos confrontados.

Este conjunto vasto de pessoas
 põe a sua experiência ao serviço dessa reflexão!

Seja bem- vindo!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>43</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-3516643988626232993</id><published>2010-02-10T12:30:00.002Z</published><updated>2010-02-10T12:36:18.302Z</updated><title type='text'>A sociedade portuguesa: um retrato: as consequências da rapidez das mudanças</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S3Kn9wKccKI/AAAAAAAAARU/0og2uDPNjm4/s1600-h/mudan%C3%A7as+sociais.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 316px; DISPLAY: block; HEIGHT: 191px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436592379532177570" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S3Kn9wKccKI/AAAAAAAAARU/0og2uDPNjm4/s320/mudan%C3%A7as+sociais.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A sociedade portuguesa: um retrato: as consequências da rapidez das mudanças sociais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rapidez com que as mudanças sociais ocorreram em Portugal teve consequências variadas. Quando certos tipos de mudanças sociais não são previamente planeados, não ocorrem de forma gradual e quando não têm tempo de se consolidarem e sedimentarem, as consequências podem ser muito diferentes do que ocorreria em processos de mudança mais longos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o caso da educação. O crescimento demográfico nas escolas e a expansão do sistema fizeram-se sem qualquer tipo de planeamento ou ordenação. A falta de professores qualificados, a ausência de planos de desenvolvimento, edifícios, laboratórios, tradições escolares, meios de transporte e organização da rede escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As escolas superiores e as universidades cresceram muito depressa e foi necessário construir à pressa, contratar docentes, criar instituições e estabelecer “numerus clausus”depois de se depararem com o excesso de alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado foi desastroso: a má qualidade do ensino, cursos e diplomas desqualificados, desperdício de recursos, multiplicação de cursos e instituições, investigação deficiente e defeituosa ligação das escolas à sociedade e às empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As taxas de insucesso e de abandono escolar são muito elevadas em Portugal, os resultados são fracos, colocando os portugueses nos últimos lugares nos inquéritos internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros sectores foram influenciados negativamente pelas mesmas razões como é o caso da Justiça, da Saúde, da Administração Pública Central e Autárquica. A rapidez e a evolução da procura não foi mais rápida que a qualidade e rapidez da oferta. É raro o sector da vida colectiva onde os cidadãos não têm de esperar para ser atendido, ou ver os seus processos, pedidos e requisições arrastarem-se por anos nas instituições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, nem podemos alegar falta de recursos humanos e profissionais, uma vez que na educação há mais professores por aluno que na maioria dos países europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na saúde pública o número de médicos ronda as médias europeias e é superior aos de outros países com excelentes serviços de saúde pública. Na Justiça, o número de magistrados e outros profissionais é superior ao de muitos países europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal tem uma evidente e grave falta de organização e de eficiência nos serviços que presta! Enquanto os recursos humanos, mais que suficientes, não se organizarem e começarem a prestar um bom serviço aos cidadãos, os nossos serviços públicos figurarão sempre nos últimos lugares das médias europeias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade é que o país se encontrava demasiado atrasado face à Europa e de repente ultrapassou passos importantes, teve uma evolução demasiado rápida para o que estava preparado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditamos que ainda estamos a tempo de reorganizar a saúde, a educação e a justiça, agora que o ritmo de modernidade abrandou é tempo de reorganizar modificar o sistema na tentativa de o tornar mais eficaz e útil para a satisfação dos seus cidadãos e do próprio país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Síntese do artigo: &lt;em&gt;A Sociedade Portuguesa: Um Retrato – António Barreto – Associação Portuguesa de Seguradores, Museu do Oriente, Lisboa, 8 de Outubro de 2008&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fonte: &lt;a href="http://fabiomarfe.spaceblog.com.br/2/"&gt;Imagem&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-3516643988626232993?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/3516643988626232993/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/02/sociedade-portuguesa-um-retrato-as.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/3516643988626232993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/3516643988626232993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/02/sociedade-portuguesa-um-retrato-as.html' title='A sociedade portuguesa: um retrato: as consequências da rapidez das mudanças'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S3Kn9wKccKI/AAAAAAAAARU/0og2uDPNjm4/s72-c/mudan%C3%A7as+sociais.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-6395780916379687295</id><published>2010-02-08T14:28:00.001Z</published><updated>2010-02-08T14:30:06.659Z</updated><title type='text'>A sociedade portuguesa: um retrato: igualdade e conflito II</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S3Af4Q_1h2I/AAAAAAAAARM/bJfU-1fCRzA/s1600-h/conflito.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 230px; DISPLAY: block; HEIGHT: 250px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435879801732040546" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S3Af4Q_1h2I/AAAAAAAAARM/bJfU-1fCRzA/s320/conflito.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A sociedade portuguesa: um retrato: igualdade e conflito II&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Com as mudanças no universo feminino, da entrada da mulher na vida activa, o direito ao voto e ao divórcio, a igualdade face ao homem perante a lei vieram também tantas outras transformações. Uma sociedade anteriormente patriarcal, dominada pelos homens, acabou por se abrir ao mundo das mulheres e da sua influência e capacidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pílula foi uma das grandes influências para esta liberdade feminina, com ela, as mulheres passaram a poder controlar a sua natalidade e alcançaram a liberdade sexual em igualdade com os homens. As mulheres estão cada vez mais autónomas e a conquistar o seu lugar num mundo anteriormente masculino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um clima permissivo está criado: a cultura jovem instalou-se e os divertimentos nocturnos têm lugar de destaque. Em qualquer parte do país, interior ou litoral, cidade ou campo, os bares e discotecas proliferam e estão acessíveis a todas as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo papel das mulheres e dos jovens alterou por completo as relações familiares.&lt;br /&gt;Os jovens foram os mais beneficiados com estas mudanças, já nasceram numa época de prosperidade e liberdade. Desconhecem o que era o país há 30 anos atrás. Actualmente podem votar e atingem a maioridade aos 18 anos. Não precisam de ir para a tropa, nem tão pouco para a guerra e usufruem da escola durante muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adquiriram uma nova posição na sociedade e na família. Falam aos adultos, em geral, com menos reverência que no passado e põem constantemente a autoridade dos pais em causa. As refeições que, no passado, eram o momento de reunir a família deixaram de o ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os almoços de família não existem, pois os pais trabalham fora e os jantares muitas vezes não se proporcionam, porque os filhos ficam até mais tarde com os amigos ou porque, mesmo em casa, estão entretidos com a televisão, a internet ou os jogos de computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento da classe média esbateu os excessivos contrastes entre classes sociais. Nas últimas décadas a vida de todas as classes melhorou, em geral, mas não podemos negar que a diferença entre pobres e ricos, em Portugal, é a maior de toda a Europa e tem aumentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação aos movimentos sociais, hoje são realmente pouco visíveis. Nos primeiros anos da democracia a situação politica e social favoreceu o aparecimento de conflitos e tensões sociais que desembocavam em manifestações, protestos, paralisias, cortes de estradas, ocupações de casas, empresas e propriedades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos anos oitenta em diante estas reivindicações e conflitos diminuíram. As greves, geralmente limitadas ao sector público, são hoje raras. A insegurança face á crise económica, a maior facilidade de despedimento, a privatização das empresas e a concorrência dos imigrantes estrangeiros contribuem muito para a redução da conflitualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sindicatos e organizações sociais têm hoje menos força e são menos combativos que há trinta nãos atrás. Também o número de trabalhadores sindicalizados é muito inferior. A realidade é que em muitas empresas os trabalhadores e a entidade patronal chegam a acordo, o que evita qualquer espécie de conflito conducente a greves ou manifestações de outro cariz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É também inegável que continua a existir um clima de desconfiança entre classes e o mais poderoso factor de desigualdade é o favoritismo e o desprezo pelo mérito. O atraso económico e a ditadura fizeram com que chegasse até nós a sensação que todos se conhecem e que todos trocam favores entre si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento de clientelas partidárias substituiu o antigo favoritismo. A confiança politica, como critério de nomeação de altos funcionários e de postos de chefia alimenta este clientismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A corrupção nas instituições é evidente mas a burocracia e os métodos antiquados de gestão não ajudam a que esta termine. Formalmente estão criados os mecanismos para evitar esta situação, mas a sociedade e a politica sempre souberam virar o jogo a seu favor e o sistema judicial contribui poderosamente para que este sistema de favoritismo e compadrios se mantenha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quarenta anos a autoridade não se discutia, fosse ela do pai, do patrão, do professor, do padre ou do marido. Quem tinha poder exercia-o e era obedecido, nem que fosse pela força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um nítido progresso nas liberdades individuais dos portugueses e na igualdade social. Mas continuam a existir factores de desigualdade muito fortes e que precisam de ser resolvidos ou atenuados. Afinal, há ainda tanto que fazer neste país. As elites são incultas e incompetentes, a sociedade civil é fraca e o desânimo começa a ser generalizado. Há ainda muito que mudar, sem deixar abrandar o ritmo de mudança que se iniciou há umas décadas atrás. Portugal e os portugueses assim o esperam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;em&gt;A Sociedade Portuguesa: Um Retrato – António Barreto – Associação Portuguesa de Seguradores, Museu do Oriente, Lisboa, 8 de Outubro de 2008&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://reticenciaspoeticas.blogspot.com/"&gt;Imagem&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-6395780916379687295?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/6395780916379687295/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/02/sociedade-portuguesa-um-retrato_08.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/6395780916379687295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/6395780916379687295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/02/sociedade-portuguesa-um-retrato_08.html' title='A sociedade portuguesa: um retrato: igualdade e conflito II'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S3Af4Q_1h2I/AAAAAAAAARM/bJfU-1fCRzA/s72-c/conflito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-7251368686182708220</id><published>2010-02-08T14:13:00.004Z</published><updated>2010-02-08T14:27:57.172Z</updated><title type='text'>A sociedade portuguesa: um retrato: igualdade e conflito I</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S3AdeFI0fsI/AAAAAAAAARE/v1IjRl4QLMo/s1600-h/igualdade.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 321px; DISPLAY: block; HEIGHT: 190px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435877152848641730" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S3AdeFI0fsI/AAAAAAAAARE/v1IjRl4QLMo/s320/igualdade.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A sociedade portuguesa: um retrato: igualdade e &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;conflito I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inegável que de 1960 até agora vivemos um período de desenvolvimento. Foram quarenta anos nos quais todas as classes sociais viram melhorar o seu conforto e a sua qualidade de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rendimento médio das famílias aumentou seis vezes, as mulheres começaram a trabalhar fora e todos passaram a comer melhor. Embora a crescente crise económica tenha tendência a alterar esta situação, a realidade é que, até então, muitos portugueses passaram a viver melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No princípio dos anos 60 muitas pessoas passavam ainda fome e não são raros os relatos que nos chegam de uma pobreza generalizada nas famílias, maioritariamente numerosas, as quais comiam essencialmente pão ou produtos que produzissem nas suas hortas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carne era inacessível e o peixe consumia-se do mais barato e com muita sorte apenas uma vez por semana. Era frequente as crianças e os adultos consumirem álcool logo de manhã, pois era uma fonte de calorias para trabalhar em lugares que exigiam um elevado esforço físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os trabalhadores rurais a principal refeição do dia era uma espécie de sopa espessa, ou rancho acompanhado com broa ou outro pão. O leite não era um produto acessível a todos, com excepção daqueles que possuíam animais e daí retiravam o seu leite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta época mais de metade das casas não possuíam sistema de esgotos, tão pouco electricidade ou sanitários ou água canalizada. Em média, uma em cada cinco casas tinha banho e dois terços do total não tinham água canalizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1970 a 1990 muitos foram os esforços engendrados pelo Estado e pelas autarquias na construção destas infra – estruturas. Actualmente, a maioria das pessoas tem água, luz, gás e casa de banho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a melhoria das condições de vida também o uso dos electrodomésticos se generalizou. Primeiro apareceu a televisão, o fogão, o telefone e o frigorifico. Depois, o aquecimento, a arca frigorifica, a máquina de lavar roupa, a aparelhagem de som e o aspirador. Mais tarde o computador, o vídeo e leitor de DVD, a máquina fotográfica, a máquina de lavar louça e o microondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Actualmente dois terços das famílias têm automóvel e são proprietárias da casa onde vivem. Nos anos setenta esta percentagem era uma minoria. Nos anos 70 mais de metade do orçamento era para alimentação, hoje é cerca de 20 a 30% sobrando mais dinheiro para outros gastos de consumo como o vestuário, a habitação, a educação e a cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É contudo, inegável, que o que as famílias hoje gastam por mês é bem superior aos seus rendimentos. As poupanças familiares foram diminuindo, o consumo foi crescendo, estimulando o crédito fácil. Isto foi conducente ao endividamento das famílias, o que constitui um problema grave para a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestas últimas décadas assistiu-se à criação de uma sociedade de consumo. Construíram-se centros comerciais e grandes superfícies que recebem por dia milhões de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também foi nesta altura que muitos portugueses começaram a fazer férias fora de casa. Primeiro em Portugal, depôs na Europa e também noutros continentes. Longe vão os tempos em que uma percentagem significativa da população nunca tinha visto o mar. Mas esta possibilidade só chegou com a modernização dos costumes e a melhoria das condições económicas dos portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abertura ao mundo trouxe cultura, aumentou a oferta e cresceu o público, acabou a censura. Por todo o país sucedem-se os concertos de música, a televisão tirou o público dos cinemas, no teatro assistiu-se à proliferação das Companhias de teatro, bem como as sessões teatrais, mas em contrapartida quase se deu o desaparecimento do teatro de revista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os museus continuam a ser pouco frequentados, mas por outro lado, os espectáculos de música clássica aumentaram, bem como o número de espectadores. Em relação à leitura, Portugal continua a apresentar baixos índices de leitura de livros e jornais. Há mais títulos hoje, mais traduções e mais edições de jornais que há trinta anos atrás, mas as tiragens continuam muito reduzidas com excepção dos jornais desportivos e da imprensa dita “cor-de-rosa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário dos países europeus, em Portugal a leitura não faz parte da cultura popular. Em média, um português lê um livro por ano. Felizmente, este fenómeno também está a mudar e, embora os grandes mestres da literatura não sejam os eleitos da população, a realidade é que se começa a ler cada vez mais no nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta realidade é, contudo visível, essencialmente a uma parte da classe média e da classe alta. O meio de comunicação, por excelência, em Portugal, continua a ser a televisão. Em média, cada português vê 4 horas de televisão por dia, um número bastante superior à média europeia. É o meio de comunicação favorito de todas as classes sociais, sem excepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;em&gt;A Sociedade Portuguesa: Um Retrato – António Barreto – Associação Portuguesa de Seguradores, Museu do Oriente, Lisboa, 8 de Outubro de 2008&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://blogs.abril.com.br/sensoincomum"&gt;Imagem&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-7251368686182708220?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/7251368686182708220/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/02/sociedade-portuguesa-um-retrato.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/7251368686182708220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/7251368686182708220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/02/sociedade-portuguesa-um-retrato.html' title='A sociedade portuguesa: um retrato: igualdade e conflito I'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S3AdeFI0fsI/AAAAAAAAARE/v1IjRl4QLMo/s72-c/igualdade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-9054807378373945539</id><published>2010-02-03T16:29:00.004Z</published><updated>2010-02-03T16:36:26.670Z</updated><title type='text'>A Sociedade Portuguesa: Um retrato – uma sociedade onde paira a incerteza</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S2mltsQzYcI/AAAAAAAAAQ8/dBJj3lVcuNY/s1600-h/FOTO+TEMPO+DE+INCERTEZA.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 184px; DISPLAY: block; HEIGHT: 292px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434056629793546690" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S2mltsQzYcI/AAAAAAAAAQ8/dBJj3lVcuNY/s320/FOTO+TEMPO+DE+INCERTEZA.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A sociedade Portuguesa: um retrato – uma sociedade onde paira a incerteza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal assistiu a um forte crescimento económico nas décadas de sessenta e setenta que criou oportunidades únicas e foi conducente à criação de empresas e negócios. Estas empresas cresceram, contudo, sem bases suficientes de capital, tradição, experiência, organização de produção, regras de comportamento entre patrões e empregados, contribuindo para que este crescimento económico assentasse, essencialmente, na mão-de-obra barata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, perante um período de crescimento económico, a nação não perde os seus valores, mas as mudanças sociais foram visíveis e inegáveis. Prevalece, contudo, um espírito tipicamente português, bastante prejudicial: o sentimento de atraso face a outros países europeus; a obsessão com a comparação com outros povos mais desenvolvidos; a sensação que Portugal foi noutros tempos um grande país e uma nação muito desenvolvida, a sombra eterna dos descobrimentos portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos anos sessenta aos noventa, as mudanças foram muitas e positivas. Portugal melhorou e cresceu. No entanto a partir de meados da década de noventa, surgiram regressões, estagnações, abrandamento e esgotamento e o sentimento geral da população é agora de desânimo face ao marasmo em que o país se encontra, sem perspectivas de futuro e com um presente cada vez mais difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem conheceu tempos melhores e viveu ritmos de progresso significativos sente-se agora ameaçado pelo abrandamento e estagnação do país, tendo receio de perder o que alcançou. O sentimento de incerteza face ao futuro do país é cada vez maior e gera um desânimo generalizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, se nos compararmos com grande parte dos países europeus, recuperámos bastante o atraso, mas continuamos ainda muito longe de adquirir o bem – estar dos mesmos. Este atraso pode e tem tendência para aumentar: continuamos a ser um país pequeno e periférico, cheio de oportunidades desperdiçadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os portugueses caíram num estado de desânimo. Muitos viveram trinta ou quarenta anos muito positivos, durante os quais tudo mudou e melhorou. Outros já nasceram depois da década de sessenta, a maior parte nunca terá ideia real das mudanças que o país atravessou. À euforia do crescimento, seguiu-se a dúvida sobre um futuro cada vez mais incerto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estabilidade social e económica era quase que um dado adquirido. Vivia-se e morria-se onde se tinha nascido, pobre, rico ou classe média, a imutabilidade da condição de vida era quase garantida. A expectativa era de viver como se tinha nascido, como eram os seus pais e os seus avós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não se passa o mesmo. A economia, a concorrência, as comunicações, as infra – estruturas e a democracia destruíram estas certezas. Desenvolveu-se a mobilidade social e espacial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Actualmente a segurança perdeu-se. Ninguém está seguro do seu emprego, da sua habitação ou dos seus bens. Ninguém sabe como será a velhice, quanto serão as reformas e quando, nem sequer se as reformas estão completamente asseguradas para as sucessivas gerações que se forem reformando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, cresceu a dúvida e a incerteza face ao futuro do país e as perspectivas não são as melhores. Depois de décadas de crescimento o país tem assistido a um marasmo geral e até um acentuado abrandamento do crescimento outrora observado. A descrença num futuro melhor é geral. Apesar disso os portugueses continuam a querer estar equiparados aos países mais ricos. A falta de estruturas para tal é que é um grande entrave e, mais uma vez, o sentimento de incerteza cresce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Síntese do artigo: &lt;em&gt;A Sociedade Portuguesa: um retrato, de António Barreto – Associação Portuguesa de Seguradores, Museu do Oriente, Lisboa, 8 de Outubro de 2008&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Fonte: &lt;a href="http://fokourbano.blogspot.com/2008/10/foko-urbano-jesus-cristo-e-resposta-mas.html"&gt;Imagem&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-9054807378373945539?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/9054807378373945539/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/02/sociedade-portuguesa-um-retrato-uma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/9054807378373945539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/9054807378373945539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/02/sociedade-portuguesa-um-retrato-uma.html' title='A Sociedade Portuguesa: Um retrato – uma sociedade onde paira a incerteza'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S2mltsQzYcI/AAAAAAAAAQ8/dBJj3lVcuNY/s72-c/FOTO+TEMPO+DE+INCERTEZA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-8095634187555136520</id><published>2010-01-29T09:59:00.000Z</published><updated>2010-01-29T10:05:31.925Z</updated><title type='text'>A sociedade Portuguesa: um retrato: a evolução da cidadania nas últimas quatro décadas - II</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S2Kyryd-o9I/AAAAAAAAAQc/vm0I4FMmpSI/s1600-h/direitos1.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 243px; DISPLAY: block; HEIGHT: 247px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432100565913871314" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S2Kyryd-o9I/AAAAAAAAAQc/vm0I4FMmpSI/s400/direitos1.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A sociedade Portuguesa: um retrato: a evolução da cidadania nas últimas quatro décadas - II&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A integração da mulher na população activa e o acesso ao estatuto de cidadã em termos de igualdade com os homens foi um dos mais importantes traços destas nova sociedade. Nos anos 60, as mulheres representavam cerca de 15% da população e são hoje cerca de 50% da população portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São as mulheres que estão em maioria nas escolas e universidades, na Administração Pública, nos serviços, na agricultura e na saúde. Cerca de dois terços dos diplomas de ensino superior anualmente obtidos vão para as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres têm agora acesso a todas as profissões e a igualdade de sexos está assegurada pela lei. Apesar disto, a igualdade nem sempre acontece e continuam a existir áreas exclusivamente masculinas como no poder politico e na alta administração de negócios, mas a mudança continua em curso e esperemos que com o tempo também estas exclusões terminem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na família, apesar dos inúmeros progressos, a mulher acumula agora dois cargos: além do emprego fora, continua com a gestão da organização doméstica e da educação dos filhos, sobretudo no acompanhamento destes e nas tarefas regulares e repetidas extra – escolares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes últimos trinta anos também o sistema de Justiça mudou: aumentaram os processos em tribunal, assim como o número de magistrados e advogados. Impôs-se uma nova forma de resolver conflitos isto porque uma nova mentalidade dos portugueses face aos seus direitos leva-os a recorrer à justiça e abandonar os reflexos de justiça privada, de vingança pessoal ou de mera submissão face a uma situação de conflito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, na Justiça nem tudo é tão optimista. O sistema judicial teve dificuldades em adaptar-se à mudança da sociedade e os processos são arrastados durante muito tempo, a justiça é cara e muitos processos nem chegam a ser julgados. A desorganização dos sistema é notória, os juízes existem em excesso, mas são pouco metódicos, e os processos demoram anos a ser resolvidos quando o são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este sistema judicial com graves falhas leva a que muitos cidadãos desistam ou nem cheguem a recorrer aos tribunais em situação de conflito, impedindo assim os portugueses de exercer os seus direitos por incompetência do sistema de Justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcada excessivamente pelo poder dos corpos profissionais e caracterizando-se como um sistema fechado á sociedade, a justiça portuguesa tem resistido à mudança e á modernização. Os sucessivos governos têm-se mostrado incapazes de mudar o sistema e têm revelado receio de intervir deixando a justiça entregue a si própria. Esta factor é um dos principais opositores do nosso pais à plena realização da cidadania proclamada na Constituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Síntese do artigo: &lt;em&gt;A Sociedade Portuguesa: Um Retrato – António Barreto – Associação Portuguesa de Seguradores, Museu do Oriente, Lisboa, 8 de Outubro de 2008&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.leitematerno.org/direitos.htm"&gt;Imagem&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-8095634187555136520?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/8095634187555136520/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/01/sociedade-portuguesa-um-retrato_9454.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/8095634187555136520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/8095634187555136520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/01/sociedade-portuguesa-um-retrato_9454.html' title='A sociedade Portuguesa: um retrato: a evolução da cidadania nas últimas quatro décadas - II'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S2Kyryd-o9I/AAAAAAAAAQc/vm0I4FMmpSI/s72-c/direitos1.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-1775143746551250215</id><published>2010-01-29T09:48:00.000Z</published><updated>2010-01-29T10:06:02.209Z</updated><title type='text'>A sociedade Portuguesa: um retrato: a evolução da cidadania nas últimas quatro décadas - I</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S2KwrliMUqI/AAAAAAAAAQU/ELjVZnalpWw/s1600-h/65922409_1-Imagens-de-TRATAMOS-DE-SUA-CIDADANIA.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 302px; DISPLAY: block; HEIGHT: 218px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432098363418628770" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S2KwrliMUqI/AAAAAAAAAQU/ELjVZnalpWw/s400/65922409_1-Imagens-de-TRATAMOS-DE-SUA-CIDADANIA.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A sociedade Portuguesa: um retrato: a evolução da cidadania nas últimas quatro décadas - I&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 60 os portugueses não tinham os mesmos direitos que a maior parte dos europeus. A liberdade de expressão e de pensamento era muito limitada, poucos tinham acesso á escola, as mulheres tinham menos direitos que os homens, o direito ao divórcio era negado à maioria, as associações e os sindicatos não podiam eleger livremente os seus dirigentes e as policias representavam mais um papel de vigilância e opressão que de segurança dos cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta altura, um pobre respeitava um rico, mas o inverso nem sempre acontecia. A maior parte dos analfabetos e das mulheres não podiam exercer o seu direito de voto em eleições, que de qualquer maneira, não eram livres nem democráticas. A liberdade individual e os direitos fundamentais estavam limitados pela lei e pela polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, Portugal fez um longo e positivo percurso de cidadania. Ao longo destas quatro décadas os portugueses viram consagrados os direitos fundamentais, as liberdades públicas foram fundadas e a democracia foi instaurada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabaram-se as perseguições por motivos de pensamento, associação ou expressão. Perante a lei, todos, sem excepção, passaram a merecer respeito e protecção. Todos passaram a ter direito de voto e foi instaurado um novo contrato social que exige a igualdade de condição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que aconteceu então neste curto espaço de tempo para que tantas mudanças ocorressem? Entre 1960 e 1974 Portugal conheceu o mais espantoso crescimento económico da sua história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criou emprego, distribuiu rendimentos e gerou oportunidades. Cresceram as classes médias e as expectativas de ascensão na vida. Milhares de estrangeiros começaram a passar férias no nosso país. A adesão de Portugal à EFTA trouxe investimento, novas indústrias e uma outra maneira de trabalhar modificou o comércio e o consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros factores intervieram nestas alterações da sociedade portuguesa: o Concilio Ecuménico Vaticano II, a televisão, a música pop, o cinema e o Maio de 68 tiveram também o seu peso. Apesar de existir uma sociedade ainda muito controlada, as mudanças infiltravam-se nas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto era contrariado por um país que se encontrava em guerra. Todos os anos milhares de jovens partiam para África e viam adiados os seus projectos de constituir família, comprar casa, estudar e subir na vida, no mínimo por dois anos. Por irónico que seja, na guerra alcançou-se a liberdade. Nas Forças Armadas não havia ricos nem pobres, apenas camaradas, aqui se esbatiam quaisquer diferenças sociais e se criaram laços de solidariedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dada altura os próprios militares começaram a duvidar da natureza da guerra que travavam, sentiram a necessidade de mudança e aqui nasceram as raízes da ideia da democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolução de 1974 é o resultado das mudanças que ocorreram na sociedade de 1960 até 1974. A partir desta data todos passaram a ter o direito de participar na vida colectiva e a todos foram reconhecidos os direitos sociais à educação, à saúde, à justiça e à segurança. Pela primeira vez a Constituição englobou todos os cidadãos: monárquicos, republicanos, democratas, socialistas, comunistas, fascistas, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a mudança de regime a estrutura do poder foi alterada e a autoridade passou a ser passível de discussão. O poder politico passou então a ser limitado pela lei e pela primeira vez na história portuguesa, o poder autárquico é integralmente eleito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Síntese do artigo&lt;em&gt;: A Sociedade Portuguesa: Um Retrato – António Barreto – Associação Portuguesa de Seguradores, Museu do Oriente, Lisboa, 8 de Outubro de 2008&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.blogger.com/www.olx.com.br"&gt;Imagem&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-1775143746551250215?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/1775143746551250215/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/01/sociedade-portuguesa-um-retrato_29.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/1775143746551250215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/1775143746551250215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/01/sociedade-portuguesa-um-retrato_29.html' title='A sociedade Portuguesa: um retrato: a evolução da cidadania nas últimas quatro décadas - I'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S2KwrliMUqI/AAAAAAAAAQU/ELjVZnalpWw/s72-c/65922409_1-Imagens-de-TRATAMOS-DE-SUA-CIDADANIA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-8830480761609730096</id><published>2010-01-27T15:25:00.000Z</published><updated>2010-01-27T15:35:59.843Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal: Um retrato'/><title type='text'>A Sociedade portuguesa: um retrato: uma sociedade plural</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S2Bb1momz1I/AAAAAAAAAQM/x3SsdeHpSgA/s1600-h/FigSemTreLid_A.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 220px; DISPLAY: block; HEIGHT: 256px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431442127070875474" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S2Bb1momz1I/AAAAAAAAAQM/x3SsdeHpSgA/s400/FigSemTreLid_A.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A sociedade portuguesa: Um retrato: uma sociedade plural&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal foi durante muito tempo uma sociedade tradicionalmente unitária e muito homogénea. Em poucas décadas, a sociedade abriu-se e passou a caracterizar-se pela pluralidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coexistem no nosso país várias etnias, falam-se diversas línguas, as religiões e os cultos são variados. O multiculturalismo começou a ser uma realidade não só devido aos imigrantes mas também por via das influências culturais externas, oriundas de países europeus e americanos. A cultura e o consumo de massas, assim como a integração europeia, reforçam esta pluralidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não existe entre nós o conceito de uma pátria, um deus, uma família! Os portugueses são hoje mais diversos, já não há católicos mas também islamistas, hindus, judeus, ortodoxos, protestantes, testemunhas de Jeová, entre outros. Todos têm direito a ter os seus templos, os seus deuses e a sua maneira de rezar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os portugueses já não são só brancos europeus, são também negros, mestiços ou amarelos; muitos nasceram em França ou na Alemanha, filhos de emigrantes, ou em Angola e Moçambique, filhos ou netos de colonos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por todo o lado já não se fala apenas português, fala-se o inglês dos turistas, o francês dos emigrantes, o brasileiro, o ucranianos, o russo ou o crioulo, o mandinga ou o choza, o chinês ou o timorense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde outrora predominavam os homens, hoje preponderam as mulheres: nas fábricas, nas universidades, nos empregos, nas Forças Armadas, nos cafés, á noite nas ruas e nos bares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vida política todas as opiniões existem e são válidas e livres. Podem ser de conservadores, reformistas, revolucionários, progressistas, anarquistas ou reaccionários. Podem ser de crentes ou de ateus, pode-se defender o Estado ou a iniciativa privada, o socialismo ou o capitalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As comunidades deixaram de viver fechadas sobre si mesmas uma vez que as pessoas se deslocam com facilidade a outros locais. Ao contrário do que se passava há 50 anos atrás, muitas pessoas casam com gente de outros lugares e não forçosamente da mesma terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os portugueses diversificaram-se e misturaram-se: as distâncias encurtaram, chegando-se facilmente a qualquer sítio. O país está aberto a si mesmo graças á evolução das estradas e auto – estradas, em pouco tempo se atravessa o país de uma ponta à outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já antes da chegada maciça dos “retornados” e dos imigrantes se tinham verificado pressões sociais e culturais no sentido do pluralismo e de um desejo expresso de abertura por parte da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estrangeiros em Portugal trouxeram novas culturas e costumes e isto já se observava nos anos sessenta e setenta com a chegada de turistas estrangeiros ao nosso país. Com esta mudança os portugueses começaram a aprender a viver com a diferença, a socializar com o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também na política o pluralismo se instalou. A existência de vários partidos e a competição eleitoral são prova disso. Há também pluralismo cultural. A expansão da cultura de massas, com o grande contributo da televisão, da música pop e do cinema, consolidou o pluralismo o qual Portugal estava aberto a aceitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Actualmente podemos adquirir roupa vinda de qualquer país e ler jornais periódicos estrangeiros. Podemos ver cinema chinês ou indiano, frequentar exposições de arte oriental, frequentar discotecas africanas e comer em restaurantes de todo o mundo. Tudo isto era praticamente impossível há trinta anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nível social também o pluralismo se observa, isto porque a sociedade portuguesa está menos polarizada. No início da década de sessenta a classe média era reduzida e pouco diversificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As classes dirigentes também eram de reduzida dimensão e pouco variadas. As classes operárias vinham do início do século mas eram muito concentradas, localizadas e minoritárias. A maior parte da população vivia em meio rural ou quase rural (cerca de 70%) e encontrava-se dispersa e sem unidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação actual é diferente. As classes dirigentes alargaram as suas dimensões e a classe média generalizou-se pelo país, embora se encontre novamente em decréscimo, a realidade é que é desta classe média que vieram novos interesses para o país, aumentou a sua instrução, e os seus conhecimentos consolidaram as suas aspirações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, actualmente temos um pluralismo social, religioso, étnico e cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Síntese do artigo: &lt;em&gt;A Sociedade Portuguesa: Um Retrato – António Barreto – Associação Portuguesa de Seguradores, Museu do Oriente, Lisboa, 8 de Outubro de 2008&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.rev.vagnerqueiroz.nom.br/link_vjq_p01_4.html"&gt;imagem&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-8830480761609730096?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/8830480761609730096/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/01/sociedade-portuguesa-um-retrato-uma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/8830480761609730096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/8830480761609730096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/01/sociedade-portuguesa-um-retrato-uma.html' title='A Sociedade portuguesa: um retrato: uma sociedade plural'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S2Bb1momz1I/AAAAAAAAAQM/x3SsdeHpSgA/s72-c/FigSemTreLid_A.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-4331317512164008326</id><published>2010-01-26T11:54:00.001Z</published><updated>2010-01-26T12:00:48.248Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal: Um retrato'/><title type='text'>A Sociedade portuguesa: um retrato: de uma sociedade rural para uma sociedade urbana</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S17ZVEx1pDI/AAAAAAAAAQE/GGHLSM9GB0M/s1600-h/g_img_616.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 303px; DISPLAY: block; HEIGHT: 227px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431017156738655282" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S17ZVEx1pDI/AAAAAAAAAQE/GGHLSM9GB0M/s400/g_img_616.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A Sociedade portuguesa: um retrato: de uma sociedade rural para uma sociedade urbana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Estas quatro décadas foram também anos de uma acelerada urbanização. As pessoas adquiriram poder de compra, a banca expandiu-se e com estes subiu o número de carros no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas migraram para as cidades e milhares de pequenas aldeias e localidades foram praticamente abandonadas, tendo-se registado um agrupamento populacional denso nas pequenas cidades e nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em consequência deste êxodo rural para as cidades, observou-se um crescimento desorganizado das mesmas. Este crescimento desordenado resultou da ausência de experiência, por parte das entidades competentes, em organizar e planear os meios urbanos, bem como a falta de tradição de planeamento urbanísticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cidades cresceram demasiadamente depressa e de forma desordenada, situação que ainda hoje se faz sentir. A realidade é que em Portugal tudo parece ter acontecido de uma só vez, tal não foi a rapidez com que estas mudanças ocorreram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não houve tempo para consolidar uma sociedade urbana industrial que desse depois lugar a uma sociedade de serviços. Em Portugal passamos imediatamente de uma sociedade rural para uma sociedade urbana de serviços, dada a fraca expressão da indústria no nosso país, nunca chegamos a ter, como noutros países europeus, uma sociedade industrial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, nos anos sessenta, a urbanização, a tercialização e a industrialização aconteceram num curto espaço de tempo. A população abandonou os campos e rumou às cidades, a agricultura passou para último plano, as cidades cresceram desorganizadas, o poder de compra aumentou e com ele a compra de mais carros e casas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A urbanização sofreu ainda a ausência de experiência e de tradições de planeamento urbano, agravada pela burocracia e pela corrupção. Assistiu-se a uma urbanização desorganizada, sem regras nem planos, muitas vezes sem infra – estruturas de apoio e sem acessos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas cidades multiplicaram-se os prédios suburbanos sem qualidade, as vivendas clandestinas e os inúmeros bairros de lata. Em três décadas foram construídas dezenas de milhar de barracas e de habitações ilegais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só muito recentemente os poderes públicos iniciaram planos de destruição destes bairros de lata mas, em relação às habitações ilegais, limitam-se a legalizá-las, mesmo quando estas não apresentam as condições necessárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Síntese do artigo: A Sociedade Portuguesa: Um Retrato – António Barreto – Associação Portuguesa de Seguradores, Museu do Oriente, Lisboa, 8 de Outubro de 2008&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.gabrielsouza.com/blog/post.php?id=616"&gt;Imagem&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-4331317512164008326?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/4331317512164008326/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/01/sociedade-portuguesa-um-retrato-de-uma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/4331317512164008326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/4331317512164008326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/01/sociedade-portuguesa-um-retrato-de-uma.html' title='A Sociedade portuguesa: um retrato: de uma sociedade rural para uma sociedade urbana'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S17ZVEx1pDI/AAAAAAAAAQE/GGHLSM9GB0M/s72-c/g_img_616.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-8844335977827194871</id><published>2010-01-26T10:16:00.000Z</published><updated>2010-01-26T10:24:31.826Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal: Um retrato'/><title type='text'>A Sociedade portuguesa: um retrato: A demografia nas últimas quatro décadas II</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S17CbRiGxwI/AAAAAAAAAP8/8ZrUfNr0xk8/s1600-h/331reg_idosos.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430991974474106626" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S17CbRiGxwI/AAAAAAAAAP8/8ZrUfNr0xk8/s400/331reg_idosos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A Sociedade portuguesa: um retrato: A demografia nas últimas quatro décadas II&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos últimos anos revelaram-se duas tendências devido ao agravamento da crise económica: por um lado, a diminuição da imigração, cujas pessoas se estabelecem por cá, por outro, a retoma da emigração para o estrangeiro, principalmente de pessoas com níveis escolares elevados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das grandes mudanças de local de residência, do êxodo rural, da urbanização, da emigração para o estrangeiro e da imigração de estrangeiros para Portugal, a população portuguesa apresenta uma fraca vitalidade demográfica, ou seja, as gerações actuais não têm capacidade de se reproduzirem em quantidades equivalentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos dez a vinte anos a população portuguesa tem-se mantido nos mesmos valores, apenas sofrendo um ligeiro aumento, mas isto é devido à emigração e à imigração, principalmente de africanos, por terem taxas de natalidade superiores á média nacional. A verdade é difícil de encarar: no futuro, sem imigração, o envelhecimento rápido prosseguirá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas tendências obrigarão o Estado a repensar as suas políticas sociais. Cada política tem consequências na natalidade, no apoio á velhice, na esperança de vida, na reunião de famílias de imigrantes, no regresso dos emigrantes ao seu país e na escolha do local de residência. Porém, em Portugal pensam-se muito pouco estas politicas da população e quando se o faz, é a curto prazo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 212px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430991968905643858" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S17Ca8yex1I/AAAAAAAAAP0/1Zh8EnDjLRI/s400/RotInclusao3Jor_03.gif" /&gt; &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A actual situação da população portuguesa exige ideias claras e a longo prazo sobre a politica da população, tanto a nível de planeamento familiar, como nos apoios à natalidade, tanto nas regras de naturalização, como sobre as práticas de legalização de estrangeiros, como nos subsídios às famílias com filhos e nos cuidados prestados aos idosos e apoios a estes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação aos idosos, sendo Portugal hoje o país da Europa que envelhece mais rapidamente, deverá ter uma atenção especial a esta faixa etária. Desde 2001 que os idosos com mais de 65 anos são uma percentagem superior aos jovens de menos de 15, estando a maioria em situação de reforma. O rácio em Portugal é dos mais elevados: apenas 1, 6 activos empregados a descontarem por cada pensionista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também a realidade das pessoas idosas mudou: cada vez mais vivem sozinhos, com as famílias nucleares reduzidas a duas gerações e com a necessidade de ambos, dentro do casal, trabalharem. Os idosos ficam sozinhos em casa ou vão para lares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante anos as políticas tentaram retardar o mais possível a idade da reforma. Depois, sob outra visão, estas políticas baixaram a idade de reforma, visando criar oportunidades de emprego para os mais novos. Actualmente, tenta-se prolongar mais uma vez a idade de trabalho e atrasar a idade de reforma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, nunca se tentou pôr em prática uma política mais maleável que tentasse manter activos os idosos que o quisessem e pudesse reformar os que já não se considerassem capazes para continuar qualquer actividade. Esta política permitiria baixar a idade de reforma e dar lugar aos mais novos no mercado de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, ao longo destes quarenta anos, a população pouco aumentou, mas sofreu um acentuado envelhecimento, com o decréscimo muito acentuado do número de nascimentos e o aumento da esperança média de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passámos de um país de emigrantes para um país de imigrantes, sendo estes os principais responsáveis pela agitação demográfica das últimas décadas a nível nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As famílias numerosas reduziram-se e passaram a ser constituídas essencialmente por pais e filhos, excluindo os avós, votados ao abandono e solidão. O número de casamentos também diminuiu e o número de uniões de facto e divórcios aumentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade sofreu profundas e inegáveis alterações, mas o caminho futuro não se mostra positivo. Com a redução drástica de nascimentos, o saldo natural negativo e o envelhecimento da população não se adivinham boas perspectivas para o nosso país, a não ser que as políticas sociais mudem rápida e eficientemente e alterem este quadro preocupante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Síntese do Artigo: &lt;em&gt;A Sociedade Portuguesa: Um Retrato – António Barreto – Associação Portuguesa de Seguradores, Museu do Oriente, Lisboa, 8 de Outubro de 2008&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fonte &lt;a href="http://laurobarbosa.com/?m=200709"&gt;Imagem 1&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;   &lt;a href="http://www.presidencia.pt/?idc=24&amp;amp;idi=1741"&gt;Imagem 2&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-8844335977827194871?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/8844335977827194871/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/01/sociedade-portuguesa-um-retrato_26.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/8844335977827194871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/8844335977827194871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/01/sociedade-portuguesa-um-retrato_26.html' title='A Sociedade portuguesa: um retrato: A demografia nas últimas quatro décadas II'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S17CbRiGxwI/AAAAAAAAAP8/8ZrUfNr0xk8/s72-c/331reg_idosos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-4579449438924566791</id><published>2010-01-26T10:05:00.000Z</published><updated>2010-01-26T10:15:19.583Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal: Um retrato'/><title type='text'>A Sociedade portuguesa: um retrato: A demografia nas últimas quatro décadas I</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S17Aef8DR-I/AAAAAAAAAPs/lVUm9mMCJWc/s1600-h/demografia_censo_2010.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 275px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430989830857377762" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S17Aef8DR-I/AAAAAAAAAPs/lVUm9mMCJWc/s400/demografia_censo_2010.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A sociedade portuguesa: um retrato: A demografia nas últimas quatro décadas I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes últimos quarenta anos a população portuguesa não aumentou nem diminuiu de forma significativa, mas apresentou oscilações importantes: com pouco mais de 10 milhões de habitantes, o aumento em quarenta anos terá sido de cerca de 12,3%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a estrutura demográfica dos anos 2000 é bem diferente da observada em 1960. Até&lt;/div&gt;&lt;div&gt; 1970, por causa da emigração, a população sofreu um decréscimo, mas em meados de 1975 a população sofreu novamente um aumento, com o regresso de muitos portugueses vindos das ex – colónias. A partir de então, a população portuguesa quase que estabilizou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, o envelhecimento demográfico tem sido muito rápido e acentuado, a natalidade e a fecundidade baixaram, sendo das mais baixas da Europa, a mortalidade manteve-se em níveis semelhantes, mas a mortalidade infantil decresceu de forma espantosa de quase 80 mil óbitos para 3, 4 mil, constituindo hoje um dos melhores indicadores a nível mundial. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 216px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430989826134247650" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S17AeOV-COI/AAAAAAAAAPk/xOmnJZCCfiU/s400/I.png" /&gt;&lt;br /&gt;A esperança de vida à nascença aumentou de forma considerável, mas a dimensão das famílias sofreu uma redução, alcançando actualmente uma média de 3 pessoas por família. &lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O número de casamentos diminuiu, sendo que no ano de 2008, o valor era muito inferior ao de 1960. Aumentaram os casamentos não católicos, mas aumentaram também e, continuam em crescimento, o número de divórcios e de uniões de facto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aumentaram também o número de famílias constituídas só por uma pessoa, tendo a parte das famílias numerosas (mais de cinco pessoas) diminuído de quase um quinto do total para cerca de 5 %.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número de jovens no país sofreu um decréscimo preocupante, passando de quase um terço do total da população para menos de um sexto. Já a proporção de idosos em Portugal que rondava os 8%, ultrapassa agora os 16%, excedendo também o número de jovens no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos dois anos o número de óbitos ultrapassou o número de nascimentos, e este saldo natural negativo obrigará a um exame sério das actuais politicas sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número de estrangeiros no país também aumentou fortemente: de pouco mais de 20 mil para quase 500 mil imigrantes. Em 1960 os nossos imigrantes eram maioritariamente europeus, sendo os de hoje, na sua maioria, de origem africana, brasileira e europeus de leste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de décadas como um país de emigração, Portugal passou a ser um país de imigração. Durante um certo período eram mais os estrangeiros que vinham para o nosso país, que os nacionais que saíam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cubaheadlines.com/2009/04/17/16783/cuba_perspectives_process_demographic_transition.html"&gt;Imagem 1&lt;/a&gt; &lt;div&gt;  &lt;a href="http://bi.gave.min-edu.pt/bi/es/966/4150"&gt;Imagem 2&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-4579449438924566791?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/4579449438924566791/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/01/sociedade-portuguesa-um-retrato.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/4579449438924566791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/4579449438924566791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/01/sociedade-portuguesa-um-retrato.html' title='A Sociedade portuguesa: um retrato: A demografia nas últimas quatro décadas I'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S17Aef8DR-I/AAAAAAAAAPs/lVUm9mMCJWc/s72-c/demografia_censo_2010.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-2348018142665037764</id><published>2010-01-19T11:00:00.000Z</published><updated>2010-01-19T11:05:08.598Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal: Um retrato'/><title type='text'>A Sociedade Portuguesa: Breve história de um país IV</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S1WRp-MrEII/AAAAAAAAAPc/B0i3gPkHaZQ/s1600-h/402-40220764.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 299px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428405076121817218" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S1WRp-MrEII/AAAAAAAAAPc/B0i3gPkHaZQ/s400/402-40220764.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A Sociedade Portuguesa: Breve história  de um país IV&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nos anos sessenta Portugal oferecia a imagem geral de uma sociedade rígida, conservadora, quase imutável, economicamente atrasada e socialmente opressiva e culturalmente bloqueada. A verdade é que o país, num curto espaço de três décadas mostrou extraordinárias capacidade de mudança e de flexibilidade de adaptação a novas realidades, que lhe permitiu avançar economicamente, socialmente, culturalmente, etc. apesar do mal – estar actual face à situação vivida e de estarmos, novamente, a perder caminho comparativamente com outros parceiros europeus, é inegável que até ao inicio dos anos dois mil, o progresso e o crescimento em Portugal foram espantosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos numa época d grande consenso constitucional. Desde 1820, data simbólica do início da monarquia constitucional que não se registava um tão claro consenso. Quase sempre, nos séculos anteriores, a Constituição e o regime tinham sempre pontos de exclusão: pessoas, grupos, partidos, religiões, igrejas, ideias de regime ou ideologias. As divisões sociais e políticas eram radicais e exclusivas. Os sucessivos conflitos entre cartistas e vintistas, entre absolutistas e liberais, entre os diversos partidos da monarquia, entre a Igreja e o Estado, ou entre católicos, agnósticos e ateus; entre republicanos e monárquicos, ou entre corporativistas e democratas raramente confluíam numa coexistência pacífica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Actualmente, o regime constitucional parece contemplar o essencial das forças políticas e das correntes de pensamento, e se não as alberga, também não as impede ou limita. Não há exilados, nem deportados, nem refugiados ou presos políticos. Vivemos numa fase de quase total liberdade de associação e expressão, na qual a maior parte dos partidos políticos e das forças sociais com significado se revê na Constituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram décadas muito marcantes da nossa história nacional e que nos mostram um período de incrível crescimento económico e de profundas alterações na estrutura social do nosso país. De uma população rural fechada, pouco diversa, orientada politicamente por um regime autocrático, ruralizada e sem perspectivas de abertura e expansão, tornamo-nos um povo etnicamente variado, aberto à economia europeia e mundial, especializado no sector terciário, aberto ás artes e á cultura, capaz de progredir a par com outros países europeus. Agora parece que estamos a regredir, mas esperemos que o povo que uma vez já inverteu totalmente o rumo da sua história, de forma tão notável, o faça novamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.tribunadeituverava.com.br/fotos_galerias/402-40220764.jpg"&gt;Imagem&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Síntese do artigo: &lt;em&gt;A Sociedade Portuguesa: Um Retrato – António Barreto – Associação Portuguesa de Seguradores, Museu do Oriente, Lisboa, 8 de Outubro de 2008&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-2348018142665037764?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/2348018142665037764/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/01/sociedade-portuguesa-breve-retrato-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/2348018142665037764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/2348018142665037764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/01/sociedade-portuguesa-breve-retrato-de.html' title='A Sociedade Portuguesa: Breve história de um país IV'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S1WRp-MrEII/AAAAAAAAAPc/B0i3gPkHaZQ/s72-c/402-40220764.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-6715708535094547870</id><published>2010-01-18T10:37:00.000Z</published><updated>2010-01-18T10:44:38.342Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal: Um retrato'/><title type='text'>A sociedade portuguesa: um retrato- Breve história de um país III</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S1Q7R980SvI/AAAAAAAAAPU/ogu1mm-ufrM/s1600-h/revolu%C3%A7%C3%A3odoscravos.GIF"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 383px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428028630761753330" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S1Q7R980SvI/AAAAAAAAAPU/ogu1mm-ufrM/s400/revolu%C3%A7%C3%A3odoscravos.GIF" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;span style="color:#006600;"&gt;A sociedade portuguesa: um retrato- Breve história de um país III&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em 1974, Portugal fez a experiência de uma revolução politica, seguida de uma revolução social, mas durante alguns meses viveu na arbitrariedade. A maior parte das empresas e dos sectores importantes da economia foi nacionalizada, mais de 20 % das terras cultiváveis foram nacionalizadas pelo Estado, depois de ocupadas por sindicatos e trabalhadores rurais. Seguiu-se uma contra – revolução, também ela não violenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 1974 e 1975 efectuou-se a descolonização do último império português e romperam-se praticamente todos os laços com as ex - colónias. Mais de 600, 000 cidadãos regressaram de África para Portugal num curto espaço de menos de 12 meses, o que representou um crescimento demográfico superior a 7% num ano. A integração social, económica e cultural de todas estas pessoas registou-se sem incidentes, mas foi um dos factos mais relevantes da nossa história recente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 342px; DISPLAY: block; HEIGHT: 334px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428028625856793298" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S1Q7RrrYitI/AAAAAAAAAPM/HX3dfjPbCPw/s400/paises_ue.gif" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fundou-se então o Estado democrático e a partir de 1975 realizaram-se, regularmente, e pela primeira vez na nossa história, eleições livres e multipartidárias e fez-se a constituição. Os primeiros dez anos de consolidação foram extremamente difíceis: viveu-se um período de instabilidade politica, o crescimento económico foi negativo em alguns anos, a inflação atingiu 30% ao ano, as taxas de juro ultrapassaram os 40% e foram profundos os choques devido às constantes recessões económicas internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após este período conturbado, a situação politica e institucional estabilizou o que permitiu a reprivatização da economia e das empresas. No entanto, apesar da pouca distância histórica a que nos encontramos destes factos, é possível afirmar hoje que com a guerra, a revolução e a contra – revolução, perdemos dez ou vinte anos de desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1985 Portugal entrou na Comunidade Europeia e 1998 cumpriu os requisitos essenciais para integrar o grupo Euro. Apesar da inversão da tendência verificada nas últimas décadas, Portugal apresentou uma das mais latas taxas de crescimento nos últimos quarenta anos. estas mudanças, aliadas a este crescimento são surpreendentes por terem ocorrido num tão curto espaço de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://blogandofrancamente.blogspot.com/2007/04/revoluo-dos-cravos.html"&gt;Imagem 1&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://pagina-um.blogspot.com/2008_05_18_archive.html"&gt;Imagem 2&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-6715708535094547870?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/6715708535094547870/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/01/sociedade-portuguesa-um-retrato-breve_18.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/6715708535094547870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/6715708535094547870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/01/sociedade-portuguesa-um-retrato-breve_18.html' title='A sociedade portuguesa: um retrato- Breve história de um país III'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S1Q7R980SvI/AAAAAAAAAPU/ogu1mm-ufrM/s72-c/revolu%C3%A7%C3%A3odoscravos.GIF' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-4957046979426619489</id><published>2010-01-15T09:58:00.000Z</published><updated>2010-01-15T10:10:55.325Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal: Um retrato'/><title type='text'>A sociedade portuguesa: um retrato- Breve história de um país II</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt; A sociedade portuguesa : um retrato- Breve história de um país II&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 319px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426905702211349394" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S1A9-7HZa5I/AAAAAAAAAO8/e0aQSyjYDp4/s400/LEO_LE~1.JPG" /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;                                                                         Imagem 1&lt;/span&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;Se em 1960 tínhamos a mais jovem população da Europa, daí em diante tornamo-nos no país com mais rápido envelhecimento e, talvez a prazo, não nos tornaremos no país com a população mais envelhecida. Um país que possuía numerosas famílias, alargadas a várias gerações e com elevado número de crianças, é hoje um país com famílias mais pequenas, nucleares – pais e filhos –, sendo que o número destes é agora reduzido, entre um e dois. Por outro lado, uma sociedade essencialmente patriarcal e masculina tem dado origem, de um modo acelerado, a uma sociedade com elevados padrões de igualdade de sexos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo uma sociedade de emigração permanente, passamos a ser uma sociedade de imigrantes. Embora continuemos a ter um número de emigrantes considerável, esta taxa é incomparável ás taxas observadas, por exemplo, no século XX. Observamos agora à chegada de um fluxo muito grande de imigrantes, facto que no período dos 30 anos seguintes à segunda guerra mundial, era inexistente detectar na metrópole ou em qualquer outro ponto do país qualquer diversidade étnica. Depois de terminada a descolonização e com maior incidência na década de noventa, um grande número de africanos, americanos, asiáticos e trabalhadores europeus da zona leste imigraram para Portugal. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 394px; DISPLAY: block; HEIGHT: 279px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426905706896067634" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S1A9_MkUjDI/AAAAAAAAAPE/cvAmRvJ0i24/s400/lisboa1.jpg" /&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;                                                                               Imagem 2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro facto importante era a economia proteccionista que praticávamos ter dado lugar a uma economia direccionada para o mercado livre, aberto à Europa e virado para a iniciativa privada. É verdade que ainda se faz sentir muito a influência do Estado, à qual se acrescentou a do dirigismo da União Europeia e que o proteccionismo mantém alguns dos seus dispositivos, mas estes são cada vez menos nacionais e mais europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na questão das solidariedades sociais, antes da década de setenta esta era deixada aos indivíduos, às famílias, às igrejas e a outras formas locais de ajuda e assistência. A partir da década de setenta deu lugar a uma outra solidariedade em que os cuidados do Estado de providência são universais, tanto na assistência aos mais pobres, doentes ou idosos, como na organização de grandes serviços públicos como a educação e a saúde. Em trinta anos, a cobertura universal dos cidadãos foi garantida. A assistência ao parto, a vacinação, a escolarização e a integração administrativa, entre outras, passou a estar acessível para todos. O número de pensionistas e reforçados aumentou, em trinta anos, de 120. 000 para mais de 2 milhões e meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante este percurso alguns passos históricos devem ser referidos. O país esteve em guerra de 1960 a 1974, em três frentes, tendo atingido gastos com a guerra na ordem dos 40% a 50% do total da despesa pública. Outros países, mais poderosos (França, Grã - Bretanha, Bélgica, Espanha, Holanda, etc.) também fizeram experiências de guerra colonial, mas rapidamente perceberam que o esforço seria inútil. Portugal iniciava as suas guerras de preservação colonial quando quase todas as potências coloniais liquidavam os seus impérios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante este período a emigração atingiu um dos seus maiores picos, com perto de 1, 5 milhões de portugueses a emigrarem para a Europa e para as Américas. O Brasil deixou de ser o destino de eleição e a Europa passou a receber também uma grande parte dos emigrantes portugueses, dando assim início a uma verdadeira revolução histórica: a Europa começou a substituir o apelo ultramarino, foi aí que começou a verdadeira integração europeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://apphotographia.blogspot.com/2007/12/os-olhares-fotogrficos-dos-estrangeiros.html"&gt;Imagem 1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://diasquevoam.blogspot.com/2004/06/lisboa-anos-60.html"&gt;Imagem 2&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-4957046979426619489?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/4957046979426619489/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/01/sociedade-portuguesa-um-retrato-breve_15.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/4957046979426619489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/4957046979426619489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/01/sociedade-portuguesa-um-retrato-breve_15.html' title='A sociedade portuguesa: um retrato- Breve história de um país II'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S1A9-7HZa5I/AAAAAAAAAO8/e0aQSyjYDp4/s72-c/LEO_LE~1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-2306204734930246473</id><published>2010-01-14T09:59:00.000Z</published><updated>2010-01-14T10:02:20.661Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal: Um retrato'/><title type='text'>A Sociedade portuguesa: Um retrato - Breve história de um país I</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S07ri7ClnaI/AAAAAAAAAO0/RZ7ua3_Ef8Y/s1600-h/bt-rural.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 290px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426533586224651682" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S07ri7ClnaI/AAAAAAAAAO0/RZ7ua3_Ef8Y/s400/bt-rural.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A Sociedade portuguesa: Um retrato – Breve história de um país I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em menos de quarenta anos Portugal conheceu profundas alterações: o país, o seu povo, a política, a cultura e os costumes romperam com algumas das suas características mais históricas e iniciaram-se num novo ciclo. É sabido que nenhuma sociedade ou país é estático, mas existem diferentes ritmos de mudança e Portugal assistiu a mudanças num ritmo bastante acelerado e num curto espaço de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mudanças observadas foram profundas e mas não nos podemos esquecer que Portugal se encontrava muito atrasado. Assim, nestes últimos quarenta anos uma sociedade fechada deu lugar a uma sociedade aberta e plural, uma sociedade fortemente homogénea, tradicionalmente centralizada e politicamente dirigida por longos períodos de autoritarismo abriu-se à diversidade étnica e religiosa, à pluralidade de culturas e à integração num espaço económico mais alargado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noção rígida de Portugal como um Estado, uma nação, uma fronteira, uma língua, uma cultura e uma religião foi fortemente abalado. O vínculo ao universo Atlântico foi cortado e uma nova identidade europeia e continental surgiu. Porém, a relação ultramarina era algo de mítico. A ocupação portuguesa das colónias africanas no início do século XX era reduzida e limitada à zona costeira, abalando por completo a memória colectiva de uma missão colonizadora portuguesa de quinhentos anos. Embora a importância desta relação seja inegável, não só em termos económicos, culturais e mitológicos, mas também a nível político.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A realidade e que o Portugal ultramarino e dos descobrimentos é o capitulo mais importante da história de Portugal, a parte da nossa história que mais orgulho suscitou nos portugueses e de repente, na década de setenta é posto termo a quinhentos anos de história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um regime político autocrático deu origem a um regime democrático e parlamentar, facto marcante e talvez o mais importante na nossa história das últimas décadas, mas também se tratou de uma novidade histórica. Portugal já tinha conhecido períodos que, graças á ocorrência de eleições ou a existência de vários partidos políticos, se poderia designar por sistema democrático. As últimas décadas de constitucionalismo monárquico, assim como os quase vinte anos da 1ª República são muitas vezes referidos como exemplos de democracia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No entanto, se analisarmos bem cada período histórico indicado como democracia, apercebemo-nos que nestes regimes as liberdades públicas e as regras democráticas eram muito limitadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto porque o poder do Rei era muito grande, bem como dos chefes partidários e dos militares, o corpo eleitoral era muito reduzido, o número de analfabetos era consideravelmente grande, a sociedade civil tinha uma fraca noção de democracia, o peso decisivo do Estado era muito grande e a elevada incidência de perseguições politicas e religiosas faziam com que a democracia fosse ténue demais para ser considerada como tal. Por isso, a fundação de um Estado democrático, na década de setenta, foi tão mediática e tão marcante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passámos de um povo predominantemente rural e fracamente urbanizado para uma sociedade moderna e terciária. Não que a indústria fosse inexistentes antes de 1970, mas porque também a partir desta década de desenvolveu a um ritmo extremamente acelerado. A população rural e a mão – de – obra agrícola transformaram-se em duas ou três décadas numa minoria pouco significativa e a produção que daí resulta tem um significado pouco considerável nas contas nacionais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A actividade terciária passou directamente do terceiro para o primeiro sector de ocupação dos portugueses, um processo único na Europa ocidental, sendo que a população activa na indústria nunca foi maioritária. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://sol.sapo.pt/blogs/oidotsuc/archive/2007/04/12/PORTUGAL-_2D00_-VAMOS-FALAR-UM-BOCADINHO-A-S_C900_RIO-SOBRE-PORTUGAL_3F00_.aspx"&gt;Fonte da imagem&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-2306204734930246473?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/2306204734930246473/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/01/sociedade-portuguesa-um-retrato-breve.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/2306204734930246473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/2306204734930246473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/01/sociedade-portuguesa-um-retrato-breve.html' title='A Sociedade portuguesa: Um retrato - Breve história de um país I'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S07ri7ClnaI/AAAAAAAAAO0/RZ7ua3_Ef8Y/s72-c/bt-rural.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-5868622758000353148</id><published>2010-01-12T14:39:00.000Z</published><updated>2010-01-12T14:50:09.949Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal: Um retrato'/><title type='text'>A sociedade portuguesa: Um Retrato: quatro décadas de integração</title><content type='html'>&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 390px; DISPLAY: block; HEIGHT: 342px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425864313641838258" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S0yK2IYXJrI/AAAAAAAAAOk/c7dZyagP5gY/s400/untitled.bmp" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Imagem 1&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Começamos por publicar o primeiro de uma série de dez artigos que funcionam como síntese de um maravilhoso artigo de António Barreto intitulado &lt;em&gt;A Sociedade Portuguesa - Um retrato.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;1 - A sociedade portuguesa: Um Retrato: quatro décadas de integração&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As últimas quatro décadas da nossa história foram essencialmente de integração: do território e das suas populações. Deu-se a integração das mulheres na população activa, das comunidades locais no comércio e na economia; da população nos serviços de saúde, de educação e de segurança social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da banca e dos correios e da electricidade e dos telefones. Foram décadas de urbanização rápida, da abertura de estradas que aproximaram localidades e da criação de uma rede de distribuição de bens que aproximaram todas as regiões e localidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestas décadas diminuiu drasticamente o número de camponeses e diminuiu a agricultura de subsistência, assim como o artesanato. A partir desta altura a agricultura portuguesa passou a fornecer apenas um quinto das necessidades alimentares do pa&lt;/div&gt;ís.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal é um velho país, uma nação antiga, um velho Estado, possuidor de uma só língua, uma só etnia, uma só cultura e religião, fenómeno raro na Europa, a sociedade portuguesa até aos anos cinquenta estava ainda dispersa e relativamente pouco integrada do ponto de vista institucional e económico. Poucas instituições asseguravam a cobertura nacional do tecido social e, entre as que o faziam, contava-se a Igreja e as Forças Armadas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 310px; DISPLAY: block; HEIGHT: 275px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425865032224031138" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S0yLf9TtQaI/AAAAAAAAAOs/oSgwWqf2vt4/s400/multicultural.jpg" /&gt; Imagem 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte da população estava afastada de bens como a escola ou o sistema policial. Nestas décadas deu-se o aumento da densidade institucional por todo o país. Além dos Correios, apareceram por todo o território agências bancárias, serviços mínimos de saúde, repartições fiscais e de finanças, escolas primárias, organismos dos serviços públicos de água, electricidade, telefones e transportes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também o surgimento da televisão foi um marco importante nesta integração nacional. Na verdade, a televisão chegou a muitas localidades antes ou em vez da escola, funcionando assim como um poderoso factor de integração das populações no seu território.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passámos de um país fechado em si mesmo, com locais pouco integrados no território nacional e privados do acesso á saúde, educação e outros serviços, para um país que em pouco tempo evoluiu, se modernizou e passou a ter acesso, na generalidade dos locais, a todos estes serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Síntese do trabalho &lt;em&gt;A Sociedade Portuguesa: Um Retrato – António Barreto – Associação Portuguesa de Seguradores, Museu do Oriente, Lisboa, 8 de Outubro de 2008&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://leaum.blogs.sapo.pt/arquivo/forte%2520das%2520berlengas%25203.JPG&amp;amp;imgrefurl=http://fotografiadodia.blogspot.com/2007/05/v-para-fora-c-dentro.html&amp;amp;usg=__v-ID07EYtyDYTF7V02xcrLTafmE=&amp;amp;h=342&amp;amp;w=390&amp;amp;sz=33&amp;amp;hl=pt-PT&amp;amp;start=16&amp;amp;sig2=TMkaoz5T1IckrSE0OgJj0g&amp;amp;um=1&amp;amp;tbnid=vEOX4rCU7xF1JM:&amp;amp;tbnh=108&amp;amp;tbnw=123&amp;amp;prev=/images%3Fq%3Dlugares%2Bem%2Bportugal%26hl%3Dpt-PT%26rlz%3D1R2GGLL_pt-PTPT346%26um%3D1&amp;amp;ei=pYpMS7HOAtWD4QagtrHsDQ"&gt;Imagem 1 &lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://www.bw.edu/resources/dean/multicult/multicultural.jpg&amp;amp;imgrefurl=http://terradeodiaxere.blogspot.com/2008/11/os-emigrantes-e-os-imigrantes.html&amp;amp;usg=__PgRQ-SuspgKPccOBw4wMJNL3698=&amp;amp;h=275&amp;amp;w=310&amp;amp;sz=17&amp;amp;hl=pt-PT&amp;amp;start=19&amp;amp;sig2=MYSYm0fh7yXsYjq7wwyLkA&amp;amp;um=1&amp;amp;tbnid=7vT2E-ObbISW-M:&amp;amp;tbnh=104&amp;amp;tbnw=117&amp;amp;prev=/images%3Fq%3Dportugal:%2Bum%2Bpa%25C3%25ADs%2Bmulticultural%26hl%3Dpt-PT%26rlz%3D1R2GGLL_pt-PTPT346%26um%3D1&amp;amp;ei=RItMS4OpGcOI4Qask7jjDQ"&gt;Imagem 2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-5868622758000353148?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/5868622758000353148/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/01/sociedade-portuguesa-um-retrato-quatro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/5868622758000353148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/5868622758000353148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/01/sociedade-portuguesa-um-retrato-quatro.html' title='A sociedade portuguesa: Um Retrato: quatro décadas de integração'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S0yK2IYXJrI/AAAAAAAAAOk/c7dZyagP5gY/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-6349174533172366134</id><published>2010-01-05T10:47:00.000Z</published><updated>2010-01-05T10:53:51.665Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='documentos antigos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='marasmo nacional'/><title type='text'>TAP obrigada a ter lucros - 1985</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S0MZwz8GWbI/AAAAAAAAAOc/L8A0BtiSukU/s1600-h/aviacaoembraeremb195uy8.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 243px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423206702650907058" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S0MZwz8GWbI/AAAAAAAAAOc/L8A0BtiSukU/s400/aviacaoembraeremb195uy8.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Este artigo foi escrito em 1985 para nosso grande espanto, visto que mantém toda a sua actualidade temática. Por vezes parece que Portugal parou no tempo....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;TAP obrigada a ter lucros - 1985&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui há dias surpreendido, num dos noticiários, com a reportagem da assinatura de um acordo entre a TAP e o Ministério do Equipamento Social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mantendo a prevenção de que as palavras utilizadas possam não corresponder rigorosamente à verdade dos factos, eis o que apurei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 A TAP assinou um acordo com o Estado no qual, este fica obrigado a ajudar, financeiramente, a empresa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;2 – O Conselho de Gestão ficou obrigado a apresentar lucros.&lt;br /&gt;3 – Os membros do Conselho de Gestão terão um prémio sobre os lucros apresentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em face destas informações recordei-me de que em 1980 um dos acontecimentos marcantes, no que respeita às empresas públicas, foi o ASEF – Acordo de Saneamento Económico e Financeiro – da TAP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de ter ouvido, na altura, um membro do Governo citar a TAP como um exemplo, uma conquista e uma esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase cinco anos depois estamos, de novo, a tomar a TAP como um exemplo de esperança, desta vez com esta característica aliciante: a obrigatoriedade de ter lucros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vejo necessidade de acrescentar mais comentários ao que disse. Deixo aos leitores a liberdade de formularem os seus juízos sobre a matéria mas não resisto à tentação de contar um episódio pitoresco ocorrido, algures, num país do terceiro mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa grande obra da construção civil uma empresa portuguesa contratou mão-de-obra local para complementar os engenheiros e operários especializados portugueses. Um dia caiu um andaime e nesse acidente morreram alguns trabalhadores locais. Gente habituada a trabalhos rurais não sabia que se morria em obras de construção civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população local, irada, responsabilizou os técnicos portugueses pela morte dos seus conterrâneos e não foi fácil acalmar essa ira. Houve necessidade de recorrer a uma unidade do Exército para garantir a segurança das pessoas e das instalações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Governador da Região, conhecedor das suas gentes, promoveu então uma reunião com os engenheiros e os chefes de clã mais importantes da região e foi muito claro na sua intervenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse aos seus concidadãos que o acidente era intolerável e que os engenheiros portugueses estavam, a partir desse momento, rigorosamente proibidos de ter mais acidentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que os engenheiros se quiseram manifestar com o intuito de fazer compreender a todos que os acidentes devem evitar-se mas que não dependiam da sua vontade. Mas alguém próximo do Governador e que assistia à reunião segredou-lhes “ Não digam nada, esta conversa é só para sossegar o pessoal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mecanismos de associação de ideias são realmente muito singulares. Quando ouvi anunciar que a TAP estava obrigada ter lucros, lembrei-me do Governador que proibiu os acidentes só para sossegar o pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O cidadão estupefacto, 1985&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-6349174533172366134?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/6349174533172366134/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/01/tap-obrigada-ter-lucros-1985.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/6349174533172366134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/6349174533172366134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2010/01/tap-obrigada-ter-lucros-1985.html' title='TAP obrigada a ter lucros - 1985'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/S0MZwz8GWbI/AAAAAAAAAOc/L8A0BtiSukU/s72-c/aviacaoembraeremb195uy8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-5440538052277095775</id><published>2009-12-29T12:36:00.000Z</published><updated>2009-12-29T12:39:48.235Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direito ao bom nome'/><title type='text'>O direito ao bom nome</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Szn4dOxUmSI/AAAAAAAAAOU/RaaQS-_bjKE/s1600-h/o-que-e-direito.png"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 286px; DISPLAY: block; HEIGHT: 250px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420636807581964578" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Szn4dOxUmSI/AAAAAAAAAOU/RaaQS-_bjKE/s400/o-que-e-direito.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;3 - O direito ao bom nome&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o artigo 33.º da CRP referente ao direito à identidade, ao bom nome e à intimidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A todos é reconhecido o direito à identidade pessoal, ao bom nome e reputação e à reserva da intimidade da vida privada e familiar. 2. A lei estabelecerá garantias efectivas contra a utilização abusiva, ou contrária à dignidade humana, de informações relativas às pessoas e famílias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa sociedade democrática e num estado de direito o respeito pelo bom nome das pessoas e instituições é um pilar. No entanto, em Portugal, é cada vez mais comum o atropelo a este direito básico, vindo dos mais variados quadrantes, mas sempre com a mais sórdida consequência: qualquer acusado na praça pública passa a ser culpado até prova em contrário. E por muito que se prove a inveracidade da acusação, fica sempre o sulco permanente da suspeita, que muitas vezes acaba por estilhaçar pessoas e instituições. Todo o cidadão tem o direito a ter a sua imagem dissociada dos factos, que lhe sejam imputados sem que existam provas credíveis que fundamentem essa associação ou acusação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade é que actualmente, muitas vezes o bom nome é atentado através da comunicação social, de forma injusta, criando um conflito entre ambos os direitos: o direito ao bom nome e o direito de expressão/liberdade de imprensa. Quando ocorre este conflito de interesses, que direito deve prevalecer? Perante a impossibilidade de chegar a uma situação harmoniosa para ambos que decisão tomar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não é justo é um cidadão ver o seu bom nome a sua reputação machados em praça pública pela comunicação social antes mesmo de lhe serem ou não imputadas responsabilidades, nos órgãos competentes, e esta culpa manchar de forma muito prejudicial. Os órgãos de comunicação social têm o dever de informar, mas têm e devem ter o dever de respeitar os cidadãos, moderando a forma como os expõem perante a opinião pública. O direito à liberdade de imprensa deve ser respeitado, mas o direito ao bom nome também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-5440538052277095775?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/5440538052277095775/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/12/o-direito-ao-bom-nome.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/5440538052277095775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/5440538052277095775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/12/o-direito-ao-bom-nome.html' title='O direito ao bom nome'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Szn4dOxUmSI/AAAAAAAAAOU/RaaQS-_bjKE/s72-c/o-que-e-direito.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-1570006248260886290</id><published>2009-12-17T10:58:00.000Z</published><updated>2009-12-29T12:37:46.397Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade de imprensa'/><title type='text'>A liberdade de imprensa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/SyoPTyfsnDI/AAAAAAAAAOM/DrnTTAPccV0/s1600-h/liberdade%2520de%2520imprensa.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 401px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416158334513093682" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/SyoPTyfsnDI/AAAAAAAAAOM/DrnTTAPccV0/s400/liberdade%2520de%2520imprensa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;2 – A liberdade de imprensa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Estado de Direito Democrático implica a existência de uma Comunicação Social livre e pluralista. Para que esta assim exista é necessário que salvaguarde, entre outras, a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa e a liberdade de programação, direitos estes consagrados na Constituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dualidade começa aqui: a liberdade de imprensa constitui um direito: o da abstenção de intervenção estatal no sentido da inexistência de censura, e o dever desse mesmo órgão fornecer informação rigorosa, isenta e pertinente, de forma a garantir o direito individual à informação. Assim, a liberdade de imprensa implica dois direitos: o de informar e o de ser informado. E as duas respectivas garantias: a garantia de não intervenção (estatal ou privada) e a garantia de rigor e isenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À semelhança de tantas outras liberdades garantidas, a liberdade de imprensa também não é ilimitada. Isto porque, o respeito por outros direitos pode constituir limites à liberdade de imprensa. Falamos obviamente da questão dos direitos individuais. Assim, a liberdade de imprensa não pode violar nem restringir o direito de cada cidadão ao seu bom-nome, à sua reputação, imagem ou intimidade nem tão pouco à liberdade individual de expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garantia da liberdade de imprensa é essencial para a manutenção de uma democracia. Países onde os direitos à liberdade de imprensa são postos em causa, são, geralmente países com falsas democracias ou com regimes ditatoriais. Sem liberdade de expressão não há cidadania e sem cidadania não há liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que os regimes totalitários são sempre hostis aos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos e que, nestes estados, a liberdade de imprensa não existe. Por outro lado, os índices de desenvolvimento humano estão sempre associados ao grau de liberdade e de liberdade de imprensa de cada país. Os países mais desenvolvidos do mundo são os que têm um maior grau de liberdade de imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal caiu 14 posições no ranking da liberdade de imprensa, o que deveria merecer uma reflexão da parte de todos os agentes públicos, em especial dos governantes e dirigentes da administração pública, políticos, editores e jornalistas. A dependência da publicidade, num mercado em crise, leva a que seja cada vez mais difícil aos órgãos de comunicação social desenvolverem a sua actividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os poderes públicos em Portugal preferem uma imprensa frágil e anulam os apoios e o investimento em publicidade institucional criando uma relação de submissão que subverte os pressupostos de uma comunicação social forte. Se há um ano estávamos em 16º juntamente com a Holanda, Lituânia e República Checa, agora partilhamos o 30º lugar da lista dos mais respeitadores da liberdade de imprensa com a Costa Rica e o Mali. Num ranking liderado pela Dinamarca, do qual Cuba, Irão e Eritreia ocupam os últimos lugares, sendo os menos respeitadores das liberdades de informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta queda é dúbia, pois, se por um lado há a condicionante económica no que diz respeito à subversão da comunicação social a outros interesses, por outro lado, com a cada vez maior adesão das pessoas aos serviços de informação disponibilizados pela internet, a realidade é diferente uma vez que a blogosfera e a Internet permitiram que um maior número de pessoas pudesse usufruir de um direito de expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade de expressão tem vindo a aumentar à medida que aumentam os suportes de expressão, portanto, deste ponto de vista, a liberdade de expressão é maior do que nunca, especialmente se comparada com a realidade histórica que Portugal viveu antes do 25 de Abril de 1974, realidade essa em que o direito de expressão era fortemente negado ao conjunto dos seus cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, a liberdade de imprensa é fundamental num Estado democrático e deve ser respeitada, como garantia de liberdade de expressão dos cidadãos, mas não deve, contudo, atentar contra o bom – nome e reputação dos cidadãos sob a desculpa do direito à liberdade de expressão. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imprensa-pe.com.br/noticias.php?id_not=86"&gt;Imagem&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-1570006248260886290?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/1570006248260886290/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/12/liberdade-de-imprensa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/1570006248260886290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/1570006248260886290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/12/liberdade-de-imprensa.html' title='A liberdade de imprensa'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/SyoPTyfsnDI/AAAAAAAAAOM/DrnTTAPccV0/s72-c/liberdade%2520de%2520imprensa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-2696215725680496039</id><published>2009-12-15T11:44:00.000Z</published><updated>2009-12-15T12:08:50.380Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade de imprensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direito ao bom nome'/><title type='text'>O direito ao bom nome e a liberdade de imprensa</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Syd3VEgZAEI/AAAAAAAAANs/oUEpZYUZ6u0/s1600-h/liberdade-de-imprensa.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415428280806867010" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Syd3VEgZAEI/AAAAAAAAANs/oUEpZYUZ6u0/s400/liberdade-de-imprensa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;1- O direito ao bom nome e a liberdade de imprensa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O direito à informação é incontornável para o justo funcionamento de uma sociedade democrática. No entanto, se a informação passa pelo assegurar da livre possibilidade de expressão e pelo confronto das diversas correntes de opinião, não se pode esquecer que essa possibilidade não pode contundir com os direitos de personalidade de cada cidadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos assim, perante um complicado dilema. Segundo a nossa Constituição, toda a pessoa goza do direito à integridade moral e física, e ao bom-nome e à reputação, dispondo-se a proteger os cidadãos contra qualquer ofensa ilícita ou ameaça de ofensa à sua personalidade física ou moral. Existem, portanto, direitos fundamentais, consagrados constitucionalmente e, de entre eles, o direito ao bom-nome e reputação. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 347px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415432973266771522" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Syd7mNSA3kI/AAAAAAAAAOE/-LWSryg-7TY/s400/liberdade-de-imprensa%5B1%5D.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;È inegável que o direito à liberdade de expressão é um pilar essencial do Estado de Direito Democrático em que vivemos, no entanto, esse direito não pode ser exercido com ofensa de outros direitos, designadamente o direito ao bom nome e à reputação. Estamos, portanto, perante dois direitos constituídos e consagrados na nossa legislação, que chocam muitas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui a necessidade de conciliar o direito de informação com a não violação do direito ao bom nome e à reputação dos cidadãos. Como o fazer então? A dificuldade de estabelecer uma ordem hierárquica entre um direito e o outro é muito grande e o bom – senso nem sempre reina. Mediante as situações e circunstâncias, há que colocar na balança ambos os direitos e verificar qual tem mais peso, caso a caso, e sem generalizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que temos chegado a extremos indesejáveis. Apregoamos tanto a necessidade de não violar o direito à liberdade de expressão, mas esquecemo-nos que ao fazê-lo, estamos muitas vezes a provocar danos insanáveis no bom – nome das pessoas. Os meios de comunicação eficientes não fazem julgamentos precipitados, apresentam dados e não expõem os cidadãos a juízos que podem ou não ser correctos, deixando estas decisões para as autoridades competentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Fontes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.itdtdi.org/pt/linhas_investigacao/governacao_politica/regulacao_comunicacao_social_razoes_perspectivas.pdf"&gt;http://www.itdtdi.org/pt/linhas_investigacao/governacao_politica/regulacao_comunicacao_social_razoes_perspectivas.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ointerior.pt/index.asp?idEdicao=519&amp;amp;id=25115&amp;amp;idSeccao=6177&amp;amp;Action=noticia"&gt;http://www.ointerior.pt/index.asp?idEdicao=519&amp;amp;id=25115&amp;amp;idSeccao=6177&amp;amp;Action=noticia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.portais.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Ministerios/PCM/MAP/Comunicacao/Outros_Documentos/20070907_MAP_Int_Sopcom.htm"&gt;http://www.portais.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Ministerios/PCM/MAP/Comunicacao/Outros_Documentos/20070907_MAP_Int_Sopcom.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cafedorichard.wordpress.com/"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Fonte da foto&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt; 1&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://becredompaiotavira.blogspot.com/2009/05/dia-mundial-da-liberdade-de-imprensa.html"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;Fonte da foto&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;2&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-2696215725680496039?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/2696215725680496039/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/12/o-direito-ao-bom-nome-e-liberdade-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/2696215725680496039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/2696215725680496039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/12/o-direito-ao-bom-nome-e-liberdade-de.html' title='O direito ao bom nome e a liberdade de imprensa'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Syd3VEgZAEI/AAAAAAAAANs/oUEpZYUZ6u0/s72-c/liberdade-de-imprensa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-2071412838648359291</id><published>2009-11-04T10:19:00.000Z</published><updated>2009-11-04T10:22:50.276Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos das crianças'/><title type='text'>A Convenção dos Direitos das Crianças II</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/SvFV7PorQJI/AAAAAAAAANU/4Dwn4AEW1Qc/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 353px; DISPLAY: block; HEIGHT: 264px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400191904491716754" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/SvFV7PorQJI/AAAAAAAAANU/4Dwn4AEW1Qc/s400/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Estas são algumas das matérias mais importantes da Convenção dos Direitos da Criança:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;-&lt;/span&gt; Todas as crianças têm o direito à vida e os Estados devem assegurar a sua sobrevivência e desenvolvimento, na máxima medida das suas possibilidades;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;-&lt;/span&gt; Todas as crianças têm direito a um nome e a uma nacionalidade, desde o nascimento; sendo o seu registo obrigatório imediatamente após o nascimento e sempre que possível, a criança tem o direito a conhecer os seus pais e a ser educada por eles;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;-&lt;/span&gt; Quando os tribunais, instituições de segurança social ou autoridades administrativas lidarem com crianças, o interesse superior da criança deve consistir numa consideração primordial. A opinião das crianças deve ser atendida;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;-&lt;/span&gt; Os Estados devem assegurar que as crianças gozem os seus direitos sem serem alvo de qualquer tipo de discriminação ou distinção;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;-&lt;/span&gt; As crianças não devem ser separadas dos seus pais, salvo se as autoridades competentes decidirem que essa separação é necessária no interesse superior da criança;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os Estados devem facilitar a reunificação de famílias, permitindo que as crianças e os seus pais abandonem e regressem ao seu país;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;-&lt;/span&gt; Os Estados devem proteger as crianças contra danos e negligência física ou mental, incluindo contra os abusos ou a exploração sexual;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;-&lt;/span&gt; As crianças com deficiências devem ter direito a tratamento, educação e cuidados especiais;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A educação primária deve ser gratuita e obrigatória e a disciplina escolar deve respeitar a dignidade da criança;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;-&lt;/span&gt; A criança tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;-&lt;/span&gt; As penas de morte e de prisão perpétua não devem ser impostas por crimes cometidos antes da idade de 18 anos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;-&lt;/span&gt; Nenhuma criança menor de 15 anos deverá participar em hostilidades e as crianças expostas a conflitos armados devem receber uma protecção especial,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;-&lt;/span&gt; As crianças oriundas de populações minoritárias ou indígenas devem gozar livremente a sua cultura, religião e língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;-&lt;/span&gt; A criança tem o direito de gozar do melhor estado de saúde possível e beneficiar dos serviços médicos. Os Estados partes da Convenção têm também o dever de fazer baixar a mortalidade infantil e assegurar a assistência médica e os cuidados de saúde necessários a estas crianças, combater a doença e a má nutrição e assegurar ás mães os cuidados de saúde antes e depois do nascimento;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Fonte&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.dw-worl.de/"&gt;http://www.dw-worl.de/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.onuportugal.pt/"&gt;http://www.onuportugal.pt/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.gddc.pt/"&gt;http://www.gddc.pt/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.medicosdomundo.pt/index.jsp?page=news&amp;amp;lang=pt&amp;amp;newsId=31"&gt;http://www.medicosdomundo.pt/index.jsp?page=news&amp;amp;lang=pt&amp;amp;newsId=31&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.gddc.pt/actividade-editorial/pdfs-publicacoes/8384crianca.pdf"&gt;http://www.gddc.pt/actividade-editorial/pdfs-publicacoes/8384crianca.pdf&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-2071412838648359291?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/2071412838648359291/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/11/convencao-dos-direitos-das-criancas-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/2071412838648359291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/2071412838648359291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/11/convencao-dos-direitos-das-criancas-ii.html' title='A Convenção dos Direitos das Crianças II'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/SvFV7PorQJI/AAAAAAAAANU/4Dwn4AEW1Qc/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-6822465921556841170</id><published>2009-11-04T10:16:00.000Z</published><updated>2009-11-04T10:19:47.555Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos das crianças'/><title type='text'>A Convenção dos Direitos da Criança</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/SvFVMhI2ChI/AAAAAAAAANM/xLxzSIyW5D8/s1600-h/CRIANCAS.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 341px; DISPLAY: block; HEIGHT: 288px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400191101736192530" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/SvFVMhI2ChI/AAAAAAAAANM/xLxzSIyW5D8/s400/CRIANCAS.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;4- A Convenção dos Direitos da Criança&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Convenção sobre os Direitos da Criança trata-se do primeiro instrumento de direito internacional a conceder força jurídica internacional aos direitos da criança. A principal diferença entre este texto e a Declaração dos Direitos da Criança, adoptada 30 anos antes, consiste no facto de a Convenção tornar os Estados que nela são Partes juridicamente responsáveis pela realização dos direitos da criança e por todas as acções que tomem em relação às crianças, enquanto que a Declaração de 1959 impunha meras obrigações de carácter moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu artigo 1.º, a Convenção dos Direitos da Criança define criança como “todo o ser humano menor de 18 anos, salvo se, nos termos da lei que lhe for aplicável, atingir a maioridade mais cedo” e consagra quatro grandes princípios:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;- Não discriminação (artigo 2.º):&lt;/span&gt; Os Estados Partes devem assegurar que as crianças sob a sua jurisdição gozam todos os seus direitos, não devendo nenhuma criança ser vítima de discriminação. Este enunciado aplica-se a todas as crianças “independentemente de qualquer consideração de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou outra da criança, de seus pais ou representantes legais, ou da sua origem nacional, étnica ou social, fortuna, incapacidade, nascimento ou de qualquer outra situação.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;- Interesse superior da criança (artigo 3.º):&lt;/span&gt; O interesse superior da criança deve constituir uma consideração primordial sempre que as autoridades de um Estado tomem decisões que afectem a criança. Este princípio aplica-se às decisões dos tribunais, das autoridades administrativas, dos órgãos legislativos e das instituições públicas ou privadas de solidariedade social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;br /&gt;- Direito à vida, à sobrevivência e ao desenvolvimento (artigo 6.º):&lt;/span&gt; Este artigo consagra o direito à vida, o direito à sobrevivência e ao desenvolvimento, não apenas a nível de saúde física, mas também a nível de desenvolvimento mental, emocional, cognitivo, social e cultural da criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;- Respeito pelas opiniões da criança (artigo 12.º):&lt;/span&gt; Segundo a Convenção, a criança deve ser livre de ter opiniões sobre todas as questões que lhe digam respeito, opinião que deve ser devidamente tomada em consideração “de acordo com a sua idade e maturidade”. A criança tem direito à liberdade de expressão. Este direito compreende a liberdade de procurar, receber e expandir informações e ideias de toda a espécie, sem considerações de fronteiras, sob forma oral ou escrita, impressa ou artística. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-6822465921556841170?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/6822465921556841170/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/11/convencao-dos-direitos-da-crianca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/6822465921556841170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/6822465921556841170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/11/convencao-dos-direitos-da-crianca.html' title='A Convenção dos Direitos da Criança'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/SvFVMhI2ChI/AAAAAAAAANM/xLxzSIyW5D8/s72-c/CRIANCAS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-7150915308373347476</id><published>2009-11-02T10:40:00.001Z</published><updated>2009-11-02T10:43:37.018Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos das crianças'/><title type='text'>A Convenção sobre os Direitos das Crianças de 1989</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Su63sPcr9wI/AAAAAAAAANE/alUgLoMOH1E/s1600-h/imagesCALUSRJP.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 245px; DISPLAY: block; HEIGHT: 221px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399454973952784130" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Su63sPcr9wI/AAAAAAAAANE/alUgLoMOH1E/s400/imagesCALUSRJP.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;3- Evolução da Protecção dos Direitos das Crianças&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;3. 2 – A Convenção sobre os Direitos da Criança de 1989&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Convenção de 1989 foi muito semelhante à Declaração dos Direitos da Criança de 1959,contudo nesta nova Declaração, a Comissão dos Direitos do Homem decidiu não só dedicar uma especial atenção à questão da Convenção sobre os Direitos da Criança, mas também submeter o texto proposto a um exame detalhado e a um conjunto de sérias modificações. A nova Convenção foi proclamada em 1989, ano em que se celebrava o 10.º aniversário do Ano Internacional&lt;br /&gt;Da Criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança foi finalmente adoptada pela Assembleia Geral das Nações Unidas a 20 de Novembro de 1989 e aberta à assinatura e ratificação ou adesão em Nova Iorque a 26 de Janeiro de 1990. Entrou em vigor a 2 de Setembro de 1990, nos termos do seu artigo 49.º É de notar que a data de adopção da Convenção não foi determinada ao acaso, correspondendo o dia 20 de Novembro de 1989 à data do trigésimo aniversário da Declaração dos Direitos da Criança. Esta data foi decretada pela ONU como Dia Universal da Criança. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-7150915308373347476?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/7150915308373347476/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/11/convencao-sobre-os-direitos-das.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/7150915308373347476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/7150915308373347476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/11/convencao-sobre-os-direitos-das.html' title='A Convenção sobre os Direitos das Crianças de 1989'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Su63sPcr9wI/AAAAAAAAANE/alUgLoMOH1E/s72-c/imagesCALUSRJP.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-4665675707027003245</id><published>2009-11-02T10:27:00.000Z</published><updated>2009-11-02T10:39:52.608Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos das crianças'/><title type='text'>Evoluções da Protecção dos Direitos da Criança</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Su62uQe2hJI/AAAAAAAAAM8/-VQ93ScZCJU/s1600-h/child_globe.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399453909078410386" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Su62uQe2hJI/AAAAAAAAAM8/-VQ93ScZCJU/s400/child_globe.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;                                                                             &lt;span style="color:#000099;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://lutapelosdireitoshumanos.blogspot.com/2008_11_01_archive.html"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Fonte&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;3 - Evoluções da Protecção dos direitos da Criança&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;3.1 - As Declarações de 1924 e 1959&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira referência aos direitos da criança num instrumento jurídico internacional surgiu em 1924 quando a Assembleia da Sociedade das Nações adoptou uma resolução endossando a Declaração dos Direitos da Criança promulgada no ano anterior pelo Conselho da União Internacional de Protecção à Infância. Nos termos da Declaração, os membros da Sociedade das Nações eram convidados a guiarem-se pelos princípios deste documento – a Declaração de Genebra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta Declaração reconhecia que a criança devia ser protegida independentemente da sua raça, nacionalidade ou crença ou sexo, devendo ser auxiliada, respeitando-se a integridade da família, possibilitando que todas as crianças sejam colocadas em condições de se desenvolver de maneira normal, material, moral ou espiritual. Segundo esta Declaração, a criança deve ser alimentada, tratada, auxiliada e reeducada. A criança deve ser também a primeira a ser socorrida em situação de emergência. A criança deve também ser protegida contra qualquer forma de exploração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1946, após a Segunda Guerra Mundial, o Conselho Económico e Social das nações Unidas recomendou que se adoptasse a Declaração de Genebra com o objectivo de canalizar as atenções mundiais do pós – Guerra para os graves problemas com as crianças, tendo criado no mesmo ano o Fundo das Nações Unidas para as Crianças – a UNICEF. Em 1950 a Assembleia Geral das Nações Unidas decidiu que esta instituição devia prosseguir o seu trabalho, por tempo indefinido tendo o seu nome sido alterado Fundo das Nações Unidas para a Infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1948 foi adoptada pela Assembleia Geral das Nações Unidas a Declaração Universal dos Direitos do Homem, mas esta não consagrava a totalidade dos direitos e especificidades das crianças. Assim, em 1959 foi promulgada a Declaração dos Direitos da Criança que afirmava que “ a humanidade deve dar o melhor de si mesma à criança”, constituindo durante muitos anos o maior enquadramento moral para os direitos da criança, apesar de não comportar quaisquer obrigações jurídicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com esta Declaração a criança devia gozar de protecção especial e beneficiar de oportunidades e facilidades para se desenvolver de forma saudável e em condições de liberdade e dignidade. È reconhecido á criança o direito a um nome, uma nacionalidade e á Segurança Social. A criança tem direito a ser alimentada de forma adequada, a alojamento condigno, a distracções e a cuidados médicos. A criança física ou mentalmente diminuída, ou socialmente desfavorecida deve receber o tratamento que necessita, a educação e os cuidados especiais que o seu estado ou situação exigem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Declaração reconhecia ainda a necessidade de amor e compreensão para o desenvolvimento harmonioso da criança, bem como o dever das entidades públicas em prestarem cuidados especiais às crianças sem família ou com famílias sem meios de subsistência suficientes. A criança tem o direito a uma educação gratuita e obrigatória e deve beneficiar desta educação para obter uma cultura geral que lhe permita, em condições de igualdade social, desenvolver as suas capacidades, opiniões pessoais, sentido de responsabilidades morais e sociais e de se tornar num membro útil à sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abordagem que se encontravam na base de todos as declarações de carácter não vinculativo sobre esta matéria durante a primeira metade do século XX, consistia no facto das crianças necessitarem de protecção e cuidados especiais. Esta concepção foi ligeiramente atenuada no texto de 1959, o qual consagrou a primeira menção aos direitos civis das crianças, ao reconhecer o seu direito a um nome e a uma nacionalidade. A Convenção sobre os Direitos da Criança de 1989 viria alterar profundamente esta concepção da infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano de 1979 foi proclamado como o Ano Internacional da Criança. Um dos objectivos gerais deste evento constituía a promoção dos interesses da criança e a consciencialização do público e dos políticos para as necessidades especiais da criança. Foi a comemoração do Ano Internacional da Criança que deu seguimento ao projecto inicial da Convenção dos Direitos da Criança de 1989.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-4665675707027003245?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/4665675707027003245/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/11/evolucoes-da-proteccao-dos-direitos-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/4665675707027003245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/4665675707027003245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/11/evolucoes-da-proteccao-dos-direitos-da.html' title='Evoluções da Protecção dos Direitos da Criança'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Su62uQe2hJI/AAAAAAAAAM8/-VQ93ScZCJU/s72-c/child_globe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-6429529707549804057</id><published>2009-10-29T11:16:00.000Z</published><updated>2009-10-29T11:21:14.313Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos das crianças'/><title type='text'>Os Direitos das Crianças em Portugal</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://familianazare.blogspot.com/2007/06/brincadeira-coisa-sria.html"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 326px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397979979857408514" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sul6MSQSMgI/AAAAAAAAAMU/oNYZf-Juhyg/s400/playingChildren.jpg" /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Fonte da imagem&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;2 – Os direitos das Crianças em Portugal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A emergente preocupação com os cuidados na infância surgiu de uma forma definitiva nos finais do século XIX, tendo em conta as mudanças que se verificaram após a Revolução Industrial, uma vez que foi também uma consequência da Revolução Industrial a emergência de um novo problema social: a exploração do trabalho infantil, principalmente entre as camadas mais pobres da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o final da I Guerra Mundial foi aprovada em 1924, pela 5.ª Assembleia da Sociedade das Nações, a Carta da União Internacional de Protecção à Infância, conhecida como Declaração de Genebra. No entanto, só após o final da II Guerra Mundial é que se começa a notar uma maior preocupação com estas questões, passando a haver uma maior intervenção real, nomeadamente através da criação de vários organismos, entre os quais o Fundo Internacional de Socorro à Infância, (UNICEF), em 1947. No ano seguinte, 1948, é aprovada a Declaração Universal dos Direitos do Homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onze anos depois, a 20 de Novembro de 1959, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprova a Declaração dos Direitos da Criança mas só em 1989, as Nações Unidas avançam realmente em matéria de infância, com a aprovação da Convenção dos Direitos das Crianças. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Portugal, apesar do seu pioneirismo ao ser um dos primeiros países a aprovar uma Lei de Protecção à Infância em 1911 (na sequência da acção renovadora, com a implantação da República), só na revisão constitucional de 1976, e após a Revolução do 25 de Abril, são pela primeira vez consagrados na Constituição da República, como direitos fundamentais, a Infância (art.º 69) e a Juventude (art.º 70).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto só nos anos 90 é que começaram a surgir políticas sociais com vista à protecção e acompanhamento das situações de infância e juventude. Assim, em 1990, Portugal ratificou a Convenção dos Direitos da Criança; em 1991, foram criadas as Comissões de Protecção de Menores; em 1995, foi extinta a Direcção Geral dos Serviços Tutelares de Menores que deu lugar ao Instituto de Reinserção Social; finalmente, em 1999, verificou-se a última grande Reforma do Direito de Menores, com a redacção do diploma legal de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Só nesta altura o Estado assumiu realmente a responsabilidade sobre as crianças ao nível da sua educação, formação e desenvolvimento social, que deveria ser incutida aos progenitores, mas que passou a ser apoiada pelo Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita coisa mudou em Portugal desde a proclamação da Convenção dos Direitos da Criança. Estas mudanças foram muito morosas e atrasadas por um longo período ditatorial. Por exemplo, há 25 anos os Direitos da Criança eram uma coisa vaga de que pouco se falava. Havia a Declaração dos Direitos da Criança mas não passava de um enunciado de intenções que todos os Estados aceitavam, mas que não tinha carácter vinculativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensibilidade para as necessidades especiais das crianças e a sua crescente protecção foi crescendo progressivamente. Actualmente há uma maior sensibilidade para os direitos das crianças a nível nacional. A situação das crianças evoluiu muito nas últimas décadas principalmente em termos da saúde: as taxas de vacinação aumentaram consideravelmente, a assistência durante a gravidez e o parto melhorou significativamente, bem como se verificou um aumento muito grande na taxa de escolarização das crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuam, contudo, a existir muitos problemas relacionados com a pobreza e com a exclusão social que se reflectem no modo como as crianças são tratadas, em situações de violência ou no abandono escolar que no nosso país é muito elevado. Há também novos problemas decorrentes do evoluir da sociedade, como o consumo de drogas ou a desestruturação familiar que começam a merecer nova e especial atenção por parte das entidades competentes. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-6429529707549804057?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/6429529707549804057/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/10/os-direitos-das-criancas-em-portugal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/6429529707549804057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/6429529707549804057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/10/os-direitos-das-criancas-em-portugal.html' title='Os Direitos das Crianças em Portugal'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sul6MSQSMgI/AAAAAAAAAMU/oNYZf-Juhyg/s72-c/playingChildren.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-9073203882223414590</id><published>2009-10-29T11:09:00.000Z</published><updated>2009-10-29T11:16:33.228Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos das crianças'/><title type='text'>Vinte anos da Convenção dos Direitos das Crianças</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sul5Ce07RLI/AAAAAAAAAMM/x6RHxYCjV1I/s1600-h/img_direitos_crianca1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 190px; DISPLAY: block; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397978711922001074" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sul5Ce07RLI/AAAAAAAAAMM/x6RHxYCjV1I/s400/img_direitos_crianca1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://revolucionaria.wordpress.com/2009/06/01/dia-mundial-da-crianca-breve-reflexao/"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Fonte da imagem&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Comemora-se este ano o vigésimo aniversário da Convenção dos Direitos da Criança. Um importante documento que contribuiu bastante para a evolução do cumprimento dos direitos das crianças, mas que merece uma reflexão sobre a sua aplicação.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;1 – Balanço da Convenção dos Direitos da Criança&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinte anos depois da Convenção dos Direitos da Criança há que fazer um balanço dos resultados deste documento no mundo. A nível global, apesar das muitas melhorias registadas, a Unicef afirma que ainda existem cerca de metade das crianças no mundo vítimas de injustiça. A muitas faltam ainda coisas tão básicas como o acesso a uma alimentação saudável, saneamento básico, habitação condigna, acesso à educação e à saúde ou água potável entre outras necessidades básicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1948 fez-se a Declaração Universal dos Direitos Humanos que proclamava como máxima a igualdade de direitos e liberdades para todos. Segundo esta declaração, a igualdade de todas as pessoas é válida “ sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião pública ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, nesta declaração foi esquecido um factor: a idade! Por esse motivo, em 1989 reformulou-se a Declaração Universal de modo a abranger todas as pessoas com menos de 18 anos, que representam mais de um terço da população mundial. Na altura, foi aprovada na Assembleia Geral das Nações Unidas a Convenção sobre os Direitos da Criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A existência desta Convenção justifica-se pelo facto de as crianças não serem adultos, não poderem fazer tudo o que os adultos podem, nem tomar decisões, nem agir por elas próprias, precisando assim de protecção especial. Essa protecção às crianças é da responsabilidade dos adultos. Por esse motivo é necessário consagrar direitos próprios às crianças e garantir que sejam respeitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos cinquenta e quatro direitos da Convenção dos Direitos da Criança encontram-se, pela primeira vez, direitos políticos civis, culturais, económicos e sociais em acordo válido com o direito internacional. A Convenção garante aos menores de 18 anos o direito à sobrevivência, ao desenvolvimento e à participação na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta foi também a Convenção mais ratificada pelo maior número de Estados (com excepção dos EUA e da Somália) desde a fundação da ONU em 1945. Na prática, a sua aplicação tem sido bastante desigual. Actualmente é considerado crime, sujeito a pena, as crianças – soldados, o abuso sexual, a exploração do trabalho infantil, o tráfico humano e a prostituição infantil, problemas que ainda estão longe de ser resolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A violação dos direitos das crianças agrava-se em países subdesenvolvidos, onde os direitos humanos não são cumpridos na íntegra. Portanto, apesar de existir ainda muito por fazer na protecção ás crianças, principalmente em países subdesenvolvidos, a Convenção permitiu alcançar uma maior luta pela igualdade e pelo respeito da criança. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-9073203882223414590?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/9073203882223414590/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/10/vinte-anos-da-convencao-dos-direitos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/9073203882223414590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/9073203882223414590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/10/vinte-anos-da-convencao-dos-direitos.html' title='Vinte anos da Convenção dos Direitos das Crianças'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sul5Ce07RLI/AAAAAAAAAMM/x6RHxYCjV1I/s72-c/img_direitos_crianca1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-4627610043962613323</id><published>2009-10-21T11:24:00.000+01:00</published><updated>2009-10-21T11:28:15.398+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Idosos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geriatria'/><title type='text'>A falta de médicos de Geriatria em Portugal V</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/St7iGYbBSZI/AAAAAAAAALc/zZZhqFecGPM/s1600-h/casal-fofo.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 284px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394998002899306898" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/St7iGYbBSZI/AAAAAAAAALc/zZZhqFecGPM/s400/casal-fofo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;5 – &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;Geriatria&lt;/span&gt; e &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Gerontologia&lt;/span&gt;: o que são?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;Geriatria&lt;/span&gt; e a &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;Gerontologia&lt;/span&gt; são campos científicos e &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;profissionais&lt;/span&gt; vocacionados para o envelhecimento e para o idoso. A &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;Geriatria&lt;/span&gt;, dedica-se à análise e à procura de soluções para todos os problemas que digam respeito à Saúde das Pessoas Idosas, de o modo a preservá-la e a prevenir o aparecimento da doença. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando a doença aparece o objectivo da &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;Geriatria&lt;/span&gt; é descobri-la o mais cedo possível, tratá-la precocemente e reduzir ao mínimo as suas &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;consequências&lt;/span&gt;. Quando, finalmente, não é possível a cura ou a reabilitação, e o envelhecimento e a doença seguem o seu curso inevitável e inexorável, a &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;Geriatria&lt;/span&gt; presta os melhores cuidados &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;paliativos&lt;/span&gt; nas fases terminais da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;Geriatria&lt;/span&gt; é também um dos ramos da &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;Gerontologia&lt;/span&gt;, ciência que estuda e se dedica ao envelhecimento do ser – humano. Empenha-se assim a investigar e conhecer todos os efeitos do tempo no ser – humano, em geral. Procura também dar resposta aos mais diversos problemas tais como: quando e como se envelhece, quais os efeitos do envelhecimento das populações sobre a economia, sobre a politica ou sobre a sociedade em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a Medicina Interna, essencialmente organicista, está vocacionada para a doença, a &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;Gerontologia&lt;/span&gt;/&lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;Geriatria&lt;/span&gt; estão vocacionadas para o Idoso, para o Idoso – Doente e para as doenças que o Idoso tem; estão vocacionadas para a manutenção da Saúde, da felicidade do idoso e do seu bem – estar porque, para o &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;geriátra&lt;/span&gt;, é mais importante o doente que a doença. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-4627610043962613323?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/4627610043962613323/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/10/falta-de-medicos-de-geriatria-em_21.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/4627610043962613323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/4627610043962613323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/10/falta-de-medicos-de-geriatria-em_21.html' title='A falta de médicos de Geriatria em Portugal V'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/St7iGYbBSZI/AAAAAAAAALc/zZZhqFecGPM/s72-c/casal-fofo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-1476873303489133408</id><published>2009-10-20T11:23:00.000+01:00</published><updated>2009-10-20T11:32:26.943+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Idosos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geriatria'/><title type='text'>A falta de médicos de Geriatria em Portugal IV</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/St2RVHDAKHI/AAAAAAAAALU/I4qN4dAAwSs/s1600-h/ine.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394627720514644082" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/St2RVHDAKHI/AAAAAAAAALU/I4qN4dAAwSs/s400/ine.gif" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:times new roman;color:#000099;"&gt;&lt;a href="http://www.marktest.com/wap/a/n/id~8f1.aspx"&gt;Fonte da imagem&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;4 - Portugal: um país a envelhecer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é novidade que o país está a sofrer um envelhecimento populacional. O envelhecimento é um processo natural e uma realidade do nosso século. A concomitante diminuição da fertilidade tem contribuído de forma acentuada para que a proporção do número de idosos seja cada vez maior e continue a aumentar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora cada vez mais observemos um envelhecimento activo, é inegável que o processo de envelhecimento biológico pode trazer consigo determinadas doenças e falência física que necessitam de cuidados especiais. Não se trata uma pessoa idosa, a nível de cuidados de saúde, da mesma forma que se cuida de um adulto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas com 65 anos ou mais são consideradas idosas. O envelhecimento populacional é entendido como a existência de um maior número de pessoas a alcançar ou a passar os 65 anos, associado a um decréscimo dos nascimentos que conduz à existência de um maior número de população com 65 ou mais anos face á população jovem ou adulta existente numa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 258px; DISPLAY: block; HEIGHT: 339px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394627432847366546" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/St2REXZx2ZI/AAAAAAAAALM/mz9jLo3QCTc/s400/jovens1.gif" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.marktest.com/wap/a/n/id~4ce.aspx"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#000099;"&gt;Fonte da imagem &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, é urgente que os Cuidados de Saúde apostem cada vez mais na formação de pessoas nos cuidados básicos aos idosos, não só a nível curativo, mas também preventivo, paliativo e de reabilitação, uma área da Medicina com graves falhas no nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconhecer o envelhecimento como um processo contínuo e não como uma doença e intervir de forma segura e atempada na promoção da saúde da população constitui um desafio para todos os profissionais de saúde e para os médicos de clínica geral, em particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, os grandes sintomas geriátricos como demência, desnutrição, entre outras, necessitam de atenção especial e de pessoal competente e especializado nesta fase da vida do ser – humano, pois não se pode tratar da mesma maneira um paciente idoso e um paciente jovem.&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;È o caso da polimedicação. Um idoso pode tomar cerca de sete medicamentos diferentes por dia. Há a necessidade do médico saber prescrever esta medicação, atentando ao estado geral de saúde do idoso bem como às consequências desta interacção medicamentosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é dado adquirido que também Portugal esta a sofrer um envelhecimento populacional e que os idosos possuem necessidades especiais, porque razão, em Portugal, há ainda tantas falhas na Medicina no que toca a tender as necessidades desta faixa etária?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-1476873303489133408?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/1476873303489133408/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/10/falta-de-medicos-de-geriatria-em_20.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/1476873303489133408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/1476873303489133408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/10/falta-de-medicos-de-geriatria-em_20.html' title='A falta de médicos de Geriatria em Portugal IV'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/St2RVHDAKHI/AAAAAAAAALU/I4qN4dAAwSs/s72-c/ine.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-6864939575760096135</id><published>2009-10-19T10:31:00.000+01:00</published><updated>2009-10-19T10:35:53.572+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Idosos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geriatria'/><title type='text'>A falta de médicos de Geriatria em Portugal III</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Stwy3fst6SI/AAAAAAAAALE/MRaYDweqVz0/s1600-h/idosos.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394242382666262818" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Stwy3fst6SI/AAAAAAAAALE/MRaYDweqVz0/s400/idosos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;3 &lt;/span&gt;- &lt;span style="color:#006600;"&gt;Especificidades do idoso e do idoso – doente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos de ter em consideração que idoso é um ser humano diferente da criança e do adulto porque:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;1-&lt;/span&gt; O idoso progressivamente perde capacidades, os seus reflexos, a cinética fisiológica, a percepção, o entendimento e a capacidade de a comunicar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;2.&lt;/span&gt; Perde a capacidade de adaptação a novas situações;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;3.&lt;/span&gt; Ganha aversão às mudanças, , principalmente à mudança de ideias, o que pode condicionar a temível neurose de carácter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;4.&lt;/span&gt; È frequente sofrer de disfunção afectiva, necessitando de atenção especial e acompanhamento psicológico e emocional;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O idoso – doente apresenta também algumas características especiais que mereciam ser acompanhadas de forma particular por equipas médicas competentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A perda de autonomia e de independência, factos que lhe provocam uma debilidade emocional superior a qualquer outra pessoa devido ao elo fragilizado existente entre o idoso, a sua família e a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A tendência para a cronicidade e para a invalidez, situações que não encontram a solução na medicina interna, mas beneficiam dos cuidados geriátricos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem maior necessidade de reabilitação cujos resultados são mais demorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Idoso vive as suas doenças para além da biofísica, em comportamentos perturbados com perspectivas de morte eminente, numa vivência de medo e de ansiedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também a doença se manifesta de forma diferente na pessoa idosa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;1.&lt;/span&gt; Os idosos têm sintomatologia de doença lenta, de frágil expressão e, por isso, dificultam o diagnóstico.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;2.&lt;/span&gt; São múltiplas.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;3.&lt;/span&gt; Dificultam e limitam a terapêutica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na terapêutica há condicionalismos ligados às especificidades do idoso, O tratamento farmacológico no idoso é uma mínima possibilidade terapêutica; tratar a doença sem abordar o conflito psíquico é prolongar a farmacoterapia. A patologia do idoso nunca é redutível ao biológico, nem ao psicológico, nem ao social; trata-se de um conjunto de sintomas de englobam perturbações psico-sociais, perturbações funcionais, doenças somáticas, alterações psiquiatras entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, não podemos de todo querer tratar de uma pessoa idosa da mesma forma que tratamos de um adulto saudável. Os cuidados de saúde a prestar ao Idoso terão de ser específicos, globais e completos, continuados e personalizados, e deverão dirigir-se não só à prevenção no diagnóstico do adoecer, ao tratamento, à reabilitação e à sua reinserção na família e na comunidade, mas também a uma informação e educação psicoterápicas que o conduzam à reaprendizagem de ser saudável e feliz.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-6864939575760096135?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/6864939575760096135/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/10/falta-de-medicos-de-geriatria-em_19.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/6864939575760096135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/6864939575760096135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/10/falta-de-medicos-de-geriatria-em_19.html' title='A falta de médicos de Geriatria em Portugal III'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Stwy3fst6SI/AAAAAAAAALE/MRaYDweqVz0/s72-c/idosos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-2710814221174674800</id><published>2009-10-16T10:46:00.000+01:00</published><updated>2009-10-16T10:52:14.591+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Idosos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geriatria'/><title type='text'>A falta de médicos de Geriatria em Portugal II</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/SthB58wXY8I/AAAAAAAAAK8/nB3QmclMtqE/s1600-h/633461943124226250.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 218px; DISPLAY: block; HEIGHT: 273px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393133017593504706" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/SthB58wXY8I/AAAAAAAAAK8/nB3QmclMtqE/s400/633461943124226250.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;2 - A Geriatria é necessária?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Porque razão se torna urgente a especialização de médicos em geriatria? O envelhecimento levanta problemas muito diferentes e muito mais complexos que noutras idades. Por exemplo, na pessoa idosa a doença raramente surge isolada, ao contrário do que acontece, por regra, noutras idades, em que o habitual é existir apenas uma doença sem coexistirem outras doenças de outros órgãos, nem outras incapacidades. Nos idosos a regra é coexistirem múltiplas doenças e incapacidades no mesmo indivíduo. È também frequente no idoso a doença aparecer de um modo completamente diferente, por vezes de modo silencioso e as suas consequências serem também mais graves. Não raras vezes conduzem aos mais diversos graus de incapacidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a geriatria torna-se necessária e imprescindível devido ao explosivo envelhecimento da populaça. Este envelhecimento deveu-se à diminuição da fecundidade e consequente diminuição da natalidade e ao aumento do número de idosos cada ano com mais anos. A intervenção da Medicina Interna e doutras valências médicas foi fulcral neste prolongamento da esperança média de vida, contudo, estes ramos da medicina esqueceram-se e não se responsabilizaram pela qualidade de vida destas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda esta complexidade ocasiona abordagens terapêuticas complexas não sendo raro que os idosos se encontrem a tomar um elevado numero de medicamentos, prescritos por diversos médicos ou até a tomarem medicamentos não prescritos, comprados livremente, o que faz surgir uma nova doença, não exclusiva nas pessoas mais idosas, mas sem duvida muito mais frequente neste grupo etário. Ora, as especificidades des&lt;/div&gt;te grupo etário exigem a existência de médicos dedicados apenas a estas pessoas e com experiência em tratar e diagnosticar estes pacientes. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; DISPLAY: block; HEIGHT: 379px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393133010670867778" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/SthB5i94VUI/AAAAAAAAAK0/zn3cd7O2fBk/s400/geriatra.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Geriatria é uma área da medicina multidisciplinar e interdisciplinar uma vez que o geriátra tem de trabalhar com profissionais de outras Especialidades médicas ou de outras áreas profissionais a fim de acompanhar a pessoa idosa com a maior precisão possível e prestar-lhe todos os cuidados necessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade é que só as ciências que estudam o envelhecimento estão aptas para, sem amadorismos, cuidarem do idoso, prevenirem-lhe as doenças e tratarem-nas, estando assim não só vocacionadas para a pessoa idosa, mas para a pessoa idosa – doente. Porque razão então em Portugal não há médicos formados em geriatria se é uma área tão importante?&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-2710814221174674800?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/2710814221174674800/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/10/falta-de-medicos-de-geriatria-em_16.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/2710814221174674800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/2710814221174674800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/10/falta-de-medicos-de-geriatria-em_16.html' title='A falta de médicos de Geriatria em Portugal II'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/SthB58wXY8I/AAAAAAAAAK8/nB3QmclMtqE/s72-c/633461943124226250.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-6486102235125350223</id><published>2009-10-15T14:16:00.000+01:00</published><updated>2009-10-15T14:28:51.088+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Idosos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geriatria'/><title type='text'>A falta de médicos de Geriatria em Portugal</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/StciEXJjo9I/AAAAAAAAAKs/mfbgt2KnX0o/s1600-h/SAUDE.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 322px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392816537128379346" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/StciEXJjo9I/AAAAAAAAAKs/mfbgt2KnX0o/s400/SAUDE.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Apresentamos um texto composto por cinco pontos acerca da importância da &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;Geriatria&lt;/span&gt; em Portugal e da enorme falha que existe na ausência da formação de &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;profissionais&lt;/span&gt; de saúde nesta especialidade. Porque importa reflectir sobre esta matéria.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;1 - A falta de profissionais de saúde em Geriatria&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Apesar de existirem cada vez mais idosos em Portugal, estes são tratados comummente pelos seus médicos de família, uma vez que não existe uma especialidade ou &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;sub&lt;/span&gt; – especialidade em &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;Geriatria&lt;/span&gt; na medicina portuguesa. O que existem são médicos que têm um grande interesse por este grupo de doentes, mas não chegam o que torna premente a necessidade de resolver esta situação devido ao crescente envelhecimento da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os idosos são um grupo específico, com aspectos funcionais especiais do funcionamento dos seus órgãos que não podem ser tratados como um adulto saudável. A formação em &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;geriatria&lt;/span&gt; torna-se fundamental, uma vez que para tratar deste grupo de doentes é necessário que os médicos possuam gosto especifico para lidar e tratar do idoso, reforçando a formação e o conhecimento na fisiologia e &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;fisiopatologia&lt;/span&gt; da pessoa idosa, assim como o conhecimento no tratamento especifico destes doentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, apesar desta tendência para o envelhecimento &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;populacional&lt;/span&gt;, nenhuma Faculdade de Medicina tem como formação obrigatória a &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;geriatria&lt;/span&gt; e aquelas que a têm, funciona como cadeira opcional ou de mestrado ou pós – graduação. Poderão surgir agora duas Faculdades com uma cadeira na área de &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;Geriatria&lt;/span&gt; incluída no curso de Medicina, mas é insuficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Além desta grave lacuna, em Portugal a classe médica não se entende sobre se se deve criar uma especialidade em &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;geriatria&lt;/span&gt; ou se esta poderia ser um ramo da medicina interna ou da medicina geral e familiar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 311px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392816527900534498" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/StciD0xd5uI/AAAAAAAAAKk/-1ti_NW6YdQ/s400/IDOSOS~1.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta formação em &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;geriatria&lt;/span&gt; é muito importante, uma vez que vai permitir aos médicos aprender como se manifesta uma doença num idoso, isto porque, por vezes, os efeitos em doentes mais velhos são diferentes dos que estão descritos nos livros e da forma como se manifestam num adulto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, esta formação vai permitir tratar e medicar a pessoa idosa. O idoso tem várias doenças e está, geralmente, &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;polimedicado&lt;/span&gt;. O médico tem de compreender o historial clínico do paciente idoso para o medicar convenientemente, sem &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;consequências&lt;/span&gt; de &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;intermedicação&lt;/span&gt; e sem &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;consequências&lt;/span&gt; para o paciente, pois ao tratar uma doença pode ajudar a agravar outra. Há também a questão psicológica. O paciente idoso está mais fragilizado, necessitando assim, de uma atenção especial e de um acompanhamento diferente por parte do médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È urgente apostar na &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;Geriatria&lt;/span&gt; em Portugal, uma vez que tal como muitos outros países desenvolvidos, apresentamos tendência para o envelhecimento &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;populacional&lt;/span&gt;. A medicina tradicional permitiu-nos a longevidade mas não abrange o bem – estar e a qualidade de vida que esse aumento da longevidade pode diminuir. Por isso a criação de uma área na medicina que inclua a &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;geriatria&lt;/span&gt; é importante e permitirá aos cidadãos idosos ter os cuidados necessários e adequados de saúde, bem como, o bem – estar de que necessitam para ser felizes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-6486102235125350223?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/6486102235125350223/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/10/falta-de-medicos-de-geriatria-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/6486102235125350223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/6486102235125350223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/10/falta-de-medicos-de-geriatria-em.html' title='A falta de médicos de Geriatria em Portugal'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/StciEXJjo9I/AAAAAAAAAKs/mfbgt2KnX0o/s72-c/SAUDE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-5230552616541102998</id><published>2009-10-07T10:48:00.000+01:00</published><updated>2009-10-07T10:55:41.373+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Globalização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religiões'/><title type='text'>Religiões e Globalização</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/SsxlNtmFynI/AAAAAAAAAKM/bK3cdK-7kuo/s1600-h/globalizacao1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 301px; DISPLAY: block; HEIGHT: 235px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389794140307704434" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/SsxlNtmFynI/AAAAAAAAAKM/bK3cdK-7kuo/s400/globalizacao1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A ciência das religiões tem-se tornado cada vez mais actual, uma vez que o desconhecimento sobre o fenómeno religioso tem levado à emergência de fanatismos, de fundamentalismos e de múltiplos apelos à racionalidade e ao uso da violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impossível conseguir compreender a diversidade cultural e fomentar o diálogo entre civilizações sem compreendermos e conhecermos a fundo as suas religiões e a sua história. Actualmente deparamo-nos, muitas vezes, com a dificuldade em compreender alguns conceitos religiosos fundamentais e a razão de ser de muitos fenómenos sociais e históricos, cujas raízes se encontram na religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ignorância face à essência das religiões pode ter graves consequências na sociedade, uma vez que impede que se compreendam as razões de determinados conceitos, símbolos e fenómenos que caracterizam a vida humana. Abrem ainda caminho a perigosas simplificações que favorecem o desrespeito, a intolerância e a indiferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uso da violência sob invocação religiosa e o fanatismo são fenómenos preocupantes que emergem nas sociedade humanas muitas vezes devido ao chamado vazio religioso, isto é, quando os mistérios e o limite da razão se deparam com questões sem explicação ou com perspectivas fechadas e intolerantes para as quais não encontram explicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, por um lado, a cegueira e o fanatismo religioso, por outro, a irredutibilidade e a indiferença sobre o fenómeno religioso, ambos geram incompreensão mútua e a necessidade de ter respostas para as angústias e para as dúvidas existenciais da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos então falar de religiões e globalização, uma vez que compreender o outro e a sua cultura obriga a que se conheça também a sua religião, a sua história e os seus símbolos. Só esta compreensão poderá levar a um clima geral de paz e desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A separação entre a Igreja e o Estado foi realmente uma vitória da época moderna, por contraponto às teocracias, adquirindo o que podemos chamar de laicismo religioso, isto é, a separação da esfera religiosa da política. Assim, pretende-se que nas sociedades actuais exista uma convivência pacífica entre diferentes pessoas e formas desiguais de viver e pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este laicismo pode apresentar também um lado negativo, uma vez que pode ser conducente à desvitalização da sociedade, à descaracterização das identidades e a uma grave fragilização dos factores de unidade e coesão, visto que, este sentimento de união e identidade tem origens religiosas e a repressão artificial pode conduzir á intolerância e á fragmentação social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, o calendário cristão tem como base as referências temporais que vêm das calendas romanas e que encontram as suas raízes mais profundas nas culturas mediterrâneas da antiguidade. A religião islâmica funda-se na releitura das religiões judaica e cristã. As várias tentativas, após a Revolução Francesa, de criar uma nova era e um novo calendário não vingaram por não serem assumidas pelos cidadãos comuns ligados às tradições culturais e religiosas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 315px; DISPLAY: block; HEIGHT: 315px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389793877156450706" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Ssxk-ZR8UZI/AAAAAAAAAKE/Sgjd8S5soZ8/s400/1188942907_religiao3.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Portanto, quando falamos de laicidade, devemos referir que a laicidade é a preservação da autonomia individual, o respeito mútuo pela liberdade de pensamento e de crença e pela liberdade religiosa, fomentando o diálogo multi – cultural e aceitando o pluralismo de opções e convicções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a laicidade caracteriza-se pela capacidade de entender o fenómeno religioso como fenómeno humano, a diversidade religiosa, as suas raízes e a exigência de intercâmbio entre culturas e religiões como condição essencial para a paz, evitando assim o choque de civilizações, cada vez mais real, reservando-nos surpresas de intolerância e violência onde menos se espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade é que as religiões serão o grande problema deste século. Basta olhar para os actuais teatros de conflito e para a sua etiologia para percebermos que no pano de fundo de todos os conflitos estão questões religiosas e de diversidade cultural, misturadas com o acesso e disputa por matérias – primas. É por esta razão que a questão religiosa não pode ser desvalorizada e deve ser considerada como campo essencial de procura de elementos susceptíveis de unir a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário, para manter o clima de paz, fazer um esforço de compreensão religiosa, como factor de coesão dos povos. É assim, fundamental, alargar o espaço inter – religioso de modo a favorecer a compreensão de identidades abertas, ao invés de votar à indiferença e à ignorância todos os outros fenómenos religiosos. Neste ponto, a religião aparece ligada à globalização, pois ela pode ser foco de união entre os povos, mediante uma compreensão mútua dos diversos fenómenos religiosos dos mais diversos povos e culturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A emergência de fenómenos de intolerância e fanatismo parecem contradizer esta ideia, no entanto, é fundamental integrar a liberdade religiosa, o conhecimento dos fenómenos religiosos e o reconhecimento, numa perspectiva de respeito, pelas outras religiões perspectivando a paz mundial. Em suma, a globalização humana capaz de conciliar a coesão e a diferença, a regulação e o conflito, prevenindo a incompreensão e a fragmentação é também a globalização religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Humanizar a globalização, contrariar a tendência uniformizadora e a harmonização que anula as diferenças e não as respeita, considerar a liberdade e a justiça como elementos estruturantes da mundialização obrigam a pensar a globalização como um fenómeno constituído por diversas identidades que se afirmam, respeitando outras identidades como garante de estabilidade e paz entre os povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://religare.blogs.sapo.pt/33476.html"&gt;Fonte&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-5230552616541102998?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/5230552616541102998/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/10/religioes-e-globalizacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/5230552616541102998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/5230552616541102998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/10/religioes-e-globalizacao.html' title='Religiões e Globalização'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/SsxlNtmFynI/AAAAAAAAAKM/bK3cdK-7kuo/s72-c/globalizacao1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-8633837099678861901</id><published>2009-09-22T12:22:00.000+01:00</published><updated>2009-09-22T17:48:52.128+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emigração'/><title type='text'>O que não pode deixar de saber sobre emigração portuguesa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sriz9d4QfWI/AAAAAAAAAFE/3eYajl7QFqw/s1600-h/emigrantes_nova_york.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384251223095410018" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sriz9d4QfWI/AAAAAAAAAFE/3eYajl7QFqw/s400/emigrantes_nova_york.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;1 - Um país de emigrantes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A análise da emigração portuguesa, revela a existência de variações muito significativas desde o início do século XV, com a descoberta das Ilhas Atlânticas dos Açores e da Madeira, seguida do povoamento destes territórios. Desde então, é de realçar a enorme saída da população portuguesa para África e para as Índias Orientais e Ocidentais, facto que passou a ser uma constante desde o início do século XVII após a descoberta das minas de ouro e de pedras preciosas no Brasil e o arranque da emigração para estas paragens. Assim, as estimativas apontam para :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A saída de 8000 a 10000 portugueses com destino ao Brasil durante o século XVIII; - a saída de cerca de 28000 emigrantes durante a última década do século XIX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o século XV que Portugal se assumiu como um país de emigração. Os primeiros destinos dos portugueses, acompanharam as conquistas, as descobertas e a expansão marítima. As primeiras vagas de emigração foram para o Norte de África, depois para as ilhas da Madeira e Açores. À medida que as descobertas avançavam para a costa africana, os portugueses emigravam também para esta zona. No final deste século XV cerca de 100 mil portugueses já tinham saído de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XVI, com a descoberta do caminho marítimo para a Índia, a emigração passou a fazer-se ao longo da África Oriental, e depois no golfo pérsico, Ormuz na Índia, Goa, Diu, Cochim, Coulão, Bassaim e Chaul. Depois estabelecem-se na costa de Coromandel (Bengala), em Malaca, Molucas, na China, Japão, em Timor e Solor (Indonésia). No entanto, é para a Índia que se regista o maior fluxo de emigração neste século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nível europeu, a emigração portuguesa registava-se em maior número na Antuérpia, em Sevilha, em Londres e em diversas cidades de França e Itália. A emigração para o Brasil começou a tornar-se cada vez mais importante até que no século XVII se tornou no principal destino dos portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o reinado Filipino (1580-1640), dezenas de milhares de portuguesas emigraram para Espanha e para as suas colónias. Os portugueses, neste século, estão já espalhados por todo o mundo: do Brasil ao Japão, do Canadá ao Peru, dos países baixos a Moçambique e à Abissínia, de Ormuz e da Pérsia a Timor e às Filipinas, do Rio da Prata a Sevilha e Interior de Castela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expulsão dos judeus portugueses contribuiu igualmente para este fenómeno. Estabeleceram-se grandes colónias de emigrantes portugueses na Holanda e na Bélgica, e no Sudoeste da França, Alemanha, Inglaterra, mas também no Norte de África e na região da actual Turquia. Muitos outros rumaram para a Índia e para o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calcula-se que entre 1500 e 1580 tenham saído de Portugal cerca de 280 mil pessoas, sendo que durante a dominação filipina, cerca de 360 mil portugueses emigraram . O número de emigrantes foi tal, que Portugal a partir do século XVI teve de importar mão-de-obra escrava para compensar esta constante saída dos seus naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ocupação territorial do Brasil absorveu , a partir da segunda metade do século XVI, grande parte da emigração portuguesa. A expansão para o Oriente foi abandonada em favor do Brasil . No final do século, com a descoberta de jazigos de ouro e de pedras preciosas, os portugueses estabelecem-se em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, tendência que prevaleceu no século XVIII. Entre 1700 e 1760 calcula-se que 600 mil portugueses tenham emigrado .O estabelecimento da Corte portuguesa no Brasil e a posterior independência do país não diminuíram o fluxo de emigrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O incremento da colonização de África fez igualmente disparar o número de emigrantes que se instalaram em Angola e Moçambique. No entanto, dado tratar-se de um tipo de emigração repleta de perigos, o Estado recorria frequentemente a degradados, mendigos, pessoas de etnia cigana e órfãos, sendo esta uma prática corrente até ao século XIX para povoar as regiões mais hostis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta tendência manteve-se até ao século XIX, com uma mudança de atitude na emigração a partir do século XX. Na primeira metade do século XX, a emigração para o Brasil continuou a ser muito forte, embora outros países começassem a ser escolhidos: EUA, Argentina, Venezuela, Uruguai e depois da Segunda Guerra Mundial, também para o Canadá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, no início do século XX e até 1914, o fluxo emigratório para o Brasil era muito grande, apresentando um registo de 195 000 emigrantes só de 1911 a 1913. Nos anos seguintes, em consequência das duas guerras mundiais e da grave crise económica dos anos 30, a emigração sofre novo decréscimo. Precisamente entre os anos 30 e meados dos anos 40 registou-se o menor volume de emigrantes: 7 000 saídas anuais no período 1939/1945; foi o fim da fase transoceânica que caracterizou a primeira metade do século XX, com predomínio da emigração para o continente americano e em especial para o Brasil, mas logo a seguir, com 26 000 saídas anuais entre 1946 e 1955, inicia-se uma nova fase que decorrerá até meados dos anos 70.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi neste período que se registaram os valores mais elevados de emigração em Portugal. Entre 1960 e 1974 terão emigrado mais de 1,5 milhões de portugueses, ou seja, uma média de 100 000 saídas anuais, que só a crise petrolífera de 1973 e consequente recessão económica veio travar. Até então, o movimento emigratório assumiu proporções alarmantes, pois aos números oficiais há que acrescentar o grande volume de saídas clandestinas. O máximo de emigrantes legais registou-se em 1966 (120 000), mas o número máximo de saídas foi alcançado em 1970 (173 300 emigrantes, dos quais 107 000 ilegais). Entre 1969 e 1973, período em que o movimento da emigração clandestina ganhou maior importância, 300 000 portugueses saíram ilegalmente do país, correspondendo a 54% do total de emigrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta fase de intensa emigração para a Europa ocorreu durante a guerra colonial e originou um decréscimo de 3% na população entre 1960 e 1970. O principal destino foi a França, país que recebeu um terço (65 200) dos emigrantes na primeira metade dos anos 60 (mais de 300 000 emigrantes). Nos primeiros anos da década de 70 a Alemanha começou também a surgir como destino preferencial dos emigrantes portugueses (29% do total), estimando-se que em 1973 aí residiriam 100 000 portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As políticas coloniais portuguesas , sobretudo a partir dos anos 30, provocaram igualmente um importante fluxo de emigrantes para as colónias - Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Estado da Índia (Goa, Dão e Diu), Macau, Timor). Apesar do número destes emigrantes ter aumentado continuamente até aos anos 70, foi sempre inferior ao daqueles que rumavam para o Brasil e para a França. A emigração para a África do Sul, sobretudo entre 1964 e 1967, atingiu valores significativamente elevados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos oitenta e noventa a emigração continuou, sobretudo para a Alemanha e para a Suíça. O fenómeno mais importante foi todavia, primeiro o repatriamento de emigrantes das ex-colónias (1974-1977), e depois o retorno de emigrantes dos países europeus (reformados) a partir dos anos oitenta. Actualmente, passamos de um país de emigração para um país de imigração. Contudo, continuamos a registar alguns índices de emigração, feita por razões diferentes das anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova emigração portuguesa é qualificada. Mais de metade dos emigrantes são jovens e completaram o ensino secundário ou superior. Presentemente , 52% dos 27 mil portugueses que emigram possuem habilitações literárias mais elevadas e partem devido ao aumento do desemprego nacional e aos baixos salários praticados no nosso país. Os destinos da emigração nacional não se alteraram muito. Suíça e França continuam como preferidos, seguindo-se uma novidade: a Espanha. De salientar que nestes emigrantes se incluem muitos investigadores. Portanto, estamos a exportar importantes recursos humanos qualificados, acabando por importar mão-de-obra barata e sem qualificações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, os últimos trinta anos da sociedade portuguesa registaram, do ponto de vista dos movimentos migratórios, três acontecimentos marcantes. O primeiro foi a chegada, em poucos meses, de um intenso fluxo de mais de meio milhão de portugueses e de população de origem portuguesa, residente nas ex-colónias africanas , em consequência do 25 de Abril de 1974 e do subsequente processo de descolonização que lhe esteve directamente associado. O segundo acontecimento foi o regresso parcial de emigrantes; o terceiro foi a intensificação dos fluxos imigratórios, num país tradicionalmente de emigração&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-8633837099678861901?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/8633837099678861901/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/09/o-que-nao-pode-deixar-de-saber-sobre.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/8633837099678861901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/8633837099678861901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/09/o-que-nao-pode-deixar-de-saber-sobre.html' title='O que não pode deixar de saber sobre emigração portuguesa'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sriz9d4QfWI/AAAAAAAAAFE/3eYajl7QFqw/s72-c/emigrantes_nova_york.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-8979806519871023257</id><published>2009-09-22T12:21:00.002+01:00</published><updated>2009-09-22T17:52:24.202+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emigração'/><title type='text'>O grande fluxo de emigração dos anos sessenta</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sri1OueHXrI/AAAAAAAAAFM/aN2uIgcWS38/s1600-h/Emigracao1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 366px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384252619118567090" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sri1OueHXrI/AAAAAAAAAFM/aN2uIgcWS38/s400/Emigracao1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;1. 1 - O grande fluxo de emigração dos anos sessenta&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir da segunda metade do século XX, as preferências da emigração portuguesa fixaram-se na Europa , em particular na França, com uma quebra acentuada da emigração transatlântica. O incremento dos movimentos da população no continente europeu , sobretudo no período posterior à segunda Guerra Mundial, constituiu um dos sintomas do processo de desenvolvimento e da mudança social que experimentou o velho continente no período de reconstrução e da expansão económica que se seguiu àquele conflito armado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste caso não só as razões de natureza económica relacionadas com o nível de vida, as fracas oportunidades de emprego existentes nas regiões rurais e a incapacidade do tecido produtivo para absorver os contingentes de assalariados e de trabalhadores libertos das actividades agrícolas e de subsistência, contribuíram para acelerar este movimento. Também as razões de natureza política decorrentes do regime Salazarista e da guerra em África justificaram muitas dessas saídas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o período do Estado Novo saíram de Portugal, à procura de trabalho ou melhores condições de vida, mais de dois milhões de portugueses. Desse número, mais de 40% das partidas ocorreram nos anos sessenta. As primeiras décadas do regime, que foram abrangidas pela crise de 1929 e pela II Guerra Mundial, pela recessão económica e pela insegurança internacional , foram de fraco fluxo emigratório, apenas 7000 portugueses abandonaram o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 50, a expansão económica europeia provocou uma alteração no destino emigratório, sendo que o destino dos emigrantes, legais e ilegais, substituiu a América pela Europa, em particular pela França. No ano de 1950, as saídas já atingiram o número de 20 mil e foram subindo em flecha até, em 1970, atingirem as 183 mil saídas anuais. Em 1960, a emigração aumentou extraordinariamente e, em 1962, a emigração clandestina ultrapassou os 61%, sendo de 511 899 o número de clandestinos portugueses em França. Portugal passou então por um fenómeno de emigração crescente, em que famílias inteiras, de todas as regiões do país (zonas rurais, urbanas industrializadas, de maior e de menor densidade populacional) e portugueses de diferentes categorias profissionais abandonaram o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde finais dos anos 50, e sobretudo na década de 60, foram também consideráveis os movimentos migratórios de todos os territórios portugueses para as então colónias africanas. É também neste período que a Venezuela se afirma como destino da emigração portuguesa, em especial de madeirenses (mais de 60% dos cerca de 400 000 residentes de origem portuguesa), que também procuraram a África do Sul, onde hoje residem cerca de 300 000 portugueses, maioritariamente madeirenses. No continente americano, Estados Unidos e Canadá não deixaram de exercer uma forte atracção, recebendo sobretudo emigrantes açorianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos Açores, terra de emigração desde os mais recuados tempos, o maior fenómeno emigratório moderno deu-se a partir de 1957, aquando da erupção do vulcão dos Capelinhos, na ilha do Faial: num gesto de solidariedade o Canadá ‘abriu’ a imigração às vítimas do vulcão e, quase imediatamente, a todos os açorianos. Vejamos o exemplo da ilha de São Miguel, onde de 1957 a 1977 emigraram 107 131 pessoas, mais de metade das quais para o Canadá e dois quintos para os Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Madeira, ilhas de grande densidade de população e poucos recursos, a emigração foi sempre uma das opções tomadas: de 1900 a 1974 o número de saídas legais elevou-se a 152, 000, metade das quais no período 1955/1974. A composição dos fluxos emigratórios também se alterou: inicialmente constituídos por mão-de-obra masculina, os últimos anos da década de 60 revelam uma maior participação feminina – 40% em 1966, 48% em 1967 e 54% em 1968 – e uma maior proporção de jovens menores de 15 anos, valores que evidenciam o processo de reagrupamento familiar em curso nesse período. Em traços gerais, a maioria dos emigrantes era adulta, sobretudo homens com baixos níveis de escolaridade e de qualificação profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de meados dos anos 70 a emigração em Portugal entra numa nova fase. Desde logo pela grande quebra verificada no número de saídas: entre 1974 e 1988 a emigração oficial cifrou-se em 230 000 saídas, o que corresponde a uma média anual de, apenas, 15 000 emigrantes. A par desta redução da emigração, os destinos dos emigrantes também sofreram uma maior diversificação. Os portugueses continuaram a partir para a Europa – França, Espanha, Luxemburgo, Suíça e Alemanha, revitalizando redes já existentes ou criando novos espaços de emigração – mas também para os Estados Unidos e Canadá e outros destinos longínquos como a Austrália, África do Sul e países do Médio Oriente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise económica ocorrida na Europa nos anos 70 travou a emigração. A subida do desemprego conduziu os países receptores a adoptarem medidas de forma a impedir a entrada de mais emigrantes, criando até incentivos para o seu regresso ao país de origem. Neste período ficou também bem patente a dispersão e fixação dos portugueses e dos seus descendentes por todos os continentes, donde o surgimento de significativas comunidades portuguesas espalhadas por todo o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-8979806519871023257?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/8979806519871023257/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/09/1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/8979806519871023257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/8979806519871023257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/09/1.html' title='O grande fluxo de emigração dos anos sessenta'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sri1OueHXrI/AAAAAAAAAFM/aN2uIgcWS38/s72-c/Emigracao1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-5270042747085706184</id><published>2009-09-22T12:21:00.001+01:00</published><updated>2009-09-22T17:52:47.358+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emigração'/><title type='text'>Causas e características da emigração portuguesa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sri1xu0nFrI/AAAAAAAAAFU/I5Gdg4gqKB0/s1600-h/540emigracao.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384253220508341938" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sri1xu0nFrI/AAAAAAAAAFU/I5Gdg4gqKB0/s400/540emigracao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;2- Causas e características da emigração&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Várias são as causas que , ao longo do tempo, têm levado as pessoas a emigrar. Principalmente as más condições de vida no país de origem, têm sido a principal causa. Contudo, importa assinalar que também algumas circunstâncias de natureza política têm determinado a necessidade de emigrar como por exemplo, devido a perseguições de natureza política, à falta de liberdade expressão, à guerra nas antigas colónias e às práticas sociais dominantes que levaram à fuga de muitos jovens, antes ou durante o cumprimento do serviço militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande fluxo de emigração para a Europa , conhecido entre nós no decurso dos anos sessenta e setenta, contribuiu para enfraquecer o movimento transoceânico e acompanhou a tendência global da emigração intra-europeia registada igualmente noutros países europeus durante a segunda metade do século XX. A importância destas saídas foi bastante acentuada nas regiões densamente povoadas do norte e do centro do país, assim como nas Ilhas Atlânticas dos Açores e da Madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, este fenómeno afectou as regiões do Minho, de Trás-os-Montes e da Beira - Alta, de onde partiram os maiores contingentes de emigrantes não só em direcção ao Brasil mas também, já durante a segunda metade do século XX, para os países industrializados da Europa Ocidental: França, Alemanha; Luxemburgo e mais recentemente para a Suíça. Segundo registos oficiais efectuaram-se cerca de um milhão de saídas no período compreendido entre meados dos anos cinquenta e os finais dos anos oitenta do século passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dimensão do fenómeno da emigração confirma tratar-se de uma constante estrutural da sociedade portuguesa associado à falta de condições de subsistência relacionadas com as más condições de vida da população, com a estrutura fundiária e com as pressões demográficas decorrentes do declínio das antigas civilizações agrárias da Europa mediterrânica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes fluxos de emigração tiveram várias consequências a nível nacional. Entre elas, o processo de crescimento urbano e industrial, sobretudo na faixa centro e norte litoral do território e o aumento dos movimentos da população com destino aos principais centros urbanos agravando, desta forma, o processo de desertificação do interior que se tem vindo a acentuar no decurso das últimas décadas .&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-5270042747085706184?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/5270042747085706184/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/09/2-causas-e-caracteristicas-da-emigracao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/5270042747085706184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/5270042747085706184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/09/2-causas-e-caracteristicas-da-emigracao.html' title='Causas e características da emigração portuguesa'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sri1xu0nFrI/AAAAAAAAAFU/I5Gdg4gqKB0/s72-c/540emigracao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-8301886154676866319</id><published>2009-09-22T12:20:00.001+01:00</published><updated>2009-09-22T17:53:03.475+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emigração'/><title type='text'>Os portugueses na Austrália e Luxemburgo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sri2BItKB-I/AAAAAAAAAFc/pDOSl8p9rKU/s1600-h/AUSTRL~1.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 353px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384253485154437090" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sri2BItKB-I/AAAAAAAAAFc/pDOSl8p9rKU/s400/AUSTRL~1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;i) Os portugueses na Austrália&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os pioneiros da emigração portuguesa para a Austrália foram os madeirenses, que na década de 50 estabeleceram uma pequena comunidade piscatória, na cidade de Fremantle, na costa ocidental. Desde então, os portugueses continuaram a chegar à Austrália em número sempre crescente até aos anos 90, altura em que muitos começaram então a regressar a Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o recenseamento de 1996 levado a cabo pelo Australian Bureau of Statistics, a Austrália contava nessa altura com cerca de 17 mil pessoas nascidas em Portugal e mais cerca de nove mil descendentes de portugueses, que em conjunto representavam uns meros 0,15% da população australiana Apesar de pequena, a comunidade portuguesa encontra-se razoavelmente bem organizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes emigrantes são pessoas com fracas habilitações literárias (cerca de 61% da comunidade portuguesa não possui habilitações literárias ou qualificações profissionais de qualquer espécie) que apostaram em áreas como a restauração e hotelaria, difundindo a cultura portuguesa na Austrália. Se, por um lado, a falta de qualificações impede a comunidade portuguesa de ter um papel mais relevante na sociedade australiana, por outro lado é essa mesma falta de qualificações que mantém a comunidade empregada, dada a abundância da oferta de trabalho para mão de obra não qualificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A taxa de desemprego da comunidade portuguesa situada sete pontos percentuais abaixo da média nacional de 9.2%. Regra geral, a mão-de-obra não qualificada é razoavelmente bem paga e a grande maioria dos portugueses consegue manter um nível de vida igual - e por vezes superior - à média australiana. Mas a comunidade portuguesa conta também com profissionais altamente qualificados, como médicos, advogados e docentes universitários, que muito têm contribuído para a causa lusitana. A sua presença é, no entanto, discreta, e a sua visibilidade dentro e fora da comunidade bastante reduzida. Não só por serem em menor número mas também porque, ao integrarem-se melhor na sociedade australiana, fazem que as suas raízes étnicas deixem de ser perceptíveis. Uma nova vaga de portugueses altamente qualificados está a chegar à Austrália e promete abrir um novo capítulo na história das relações entre os dois países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;j) Os portugueses no Luxemburgo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A emigração portuguesa para o Luxemburgo inicia-se em meados dos anos 60 do século XX, quando os portugueses começam a substituir os emigrantes italianos como força de trabalho. Presentemente constituem a maior comunidade de estrangeiros do país, com 54.490 pessoas (10,8% da população), seguidos pelos italianos (5%),franceses (3,4%), belgas ( 2,5%) e alemães ( 2,2%).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-8301886154676866319?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/8301886154676866319/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/09/i-os-portugueses-na-australia-os.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/8301886154676866319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/8301886154676866319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/09/i-os-portugueses-na-australia-os.html' title='Os portugueses na Austrália e Luxemburgo'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sri2BItKB-I/AAAAAAAAAFc/pDOSl8p9rKU/s72-c/AUSTRL~1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-4486488452387579994</id><published>2009-09-22T12:19:00.000+01:00</published><updated>2009-09-22T17:53:18.392+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emigração'/><title type='text'>Os portugueses em Macau e Espanha</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sri2QVH5U2I/AAAAAAAAAFk/k3xpJYGsGXo/s1600-h/macau1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384253746185851746" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sri2QVH5U2I/AAAAAAAAAFk/k3xpJYGsGXo/s400/macau1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;g) Os portugueses em Macau&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A presença dos portugueses na China, data dos anos 20 do século XVI, quando passaram a frequentar com regularidade as suas costas para fazerem comércio com os seus habitantes. Macau tornou-se rapidamente no principal entreposto de comercial e cultural entre o Ocidente e o Oriente. Na sequência da queda da ditadura em Portugal, em 1974, Macau passou a ser reconhecido como um « território chinês sob administração portuguesa»: Mais tarde Portugal propôs à China a entrega de Macau, salvaguardando a cultura e especificidade deste território, o que veio a acontecer em Dezembro de 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chinês e o português são as línguas oficiais, sendo o cantonense falado em todo o território. As línguas oficiais são usadas nos departamentos do governo, assim como em todos os documentos e comunicados oficiais. Em geral o inglês é usado no comércio e turismo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da integração de Macau na China a ligação com Portugal continua a ser muito viva. A China tem mantido alguns dos aspectos que individualizaram durante séculos este território, procurando nomeadamente reforçar os contactos comerciais com todos os países de expressão oficial portuguesa. Macau continua a ser uma porta para a influência chinesa no Ocidente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;h) Portugueses em Espanha&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No total são cerca de 70 mil os emigrantes portugueses em Espanha, um número relativamente pequeno se tivermos em conta o número de emigrantes portugueses em países como a Suíça, Grã-Bretanha, França ou mesmo nos Estados Unidos. Uma larga percentagem destes emigrantes residem em Portugal, embora trabalhem em Espanha. A proximidade entre os dois países facilita a emigração temporária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos perante uma emigração constituída por pessoas com um baixíssimo nível de escolaridade, oriundas dos meios mais pobres de Portugal cujos recursos não lhes permitem também grandes possibilidades de deslocação; limitam-se a atravessar a fronteira e a arranjarem trabalho num sítio qualquer de Espanha, tentando aproximarem-se tanto quanto possível dos Pirenéus. As regiões mais deprimidas de Trás-os-Montes foram aquelas que maior número de emigrantes forneceram para os trabalhos nas minas de Leon e Astúrias.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-4486488452387579994?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/4486488452387579994/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/09/g-os-portugueses-em-macau.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/4486488452387579994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/4486488452387579994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/09/g-os-portugueses-em-macau.html' title='Os portugueses em Macau e Espanha'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sri2QVH5U2I/AAAAAAAAAFk/k3xpJYGsGXo/s72-c/macau1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-5391507883416510826</id><published>2009-09-22T12:18:00.000+01:00</published><updated>2009-09-22T17:53:43.059+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emigração'/><title type='text'>Os portugueses na África do Sul, Venezuela e Suiça</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sri2dSB0QzI/AAAAAAAAAFs/Onghl-xUZj8/s1600-h/mapa_africa_do_sul.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 327px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384253968693347122" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sri2dSB0QzI/AAAAAAAAAFs/Onghl-xUZj8/s400/mapa_africa_do_sul.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;d) Os portugueses na África do Sul&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande vaga de emigrantes deu-se a partir dos anos 50 do século XX, na sua maioria oriundos das ilhas da Madeira. Após a Independência de Angola e Moçambique (1975), ocorreu uma segunda vaga, quando milhares de portugueses que haviam abandonado estes países se fixaram na África do Sul. Com o fim do regime do "apartheid", em 1990, todos os brancos, incluindo os portugueses, passam a acusados de terem colaborado com as práticas racistas anteriores. Não tardou em ocorrer um aumento dos atentados e assassinatos de brancos. Não estamos perante qualquer perseguição de cariz racista a uma dada comunidade, mas de um aumento brutal da criminalidade neste país, onde as clivagens sociais continuam a ser enormes. Portanto, a comunidade portuguesa neste país são cada vez menor e menos significativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;e) Os portugueses na Venezuela&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença de portugueses na Venezuela data do século XVI, no entanto a primeira comunidade de portugueses só se fixou no princípio do século XVII. Filipe II de Espanha permitiu que os cristãos-novos portugueses se estabelecessem nas suas colónias na América, incluindo a Venezuela. No entanto, só no século XX é que esta emigração foi significativa, principalmente nas décadas de quarenta e cinquenta. saíam principalmente da Madeira, e zona Norte de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1950 viviam na Venezuela cerca de 10.954 portugueses ( 8% do total da população estrangeira), dedicando-se primeiro à agricultura e depois também ao comércio. Entre os anos 40 e 60 muitos portugueses se refugiaram na Venezuela por motivos políticos.&lt;br /&gt;Actualmente cerca de 70% das padeiras e dos restaurantes, 50% das mercearias são propriedade de portugueses ou dos seus descendentes. Vivem na Venezuela cerca de 400 mil imigrantes portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;f) Os portugueses na Suíça&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A emigração de portugueses para a Suíça foi até aos anos 60 muito esporádica, e quase sempre confinada aos grupos sociais de maiores rendimentos. A primeira vaga de emigrantes começou nessa década, para suprirem necessidades de mão-de-obra nos sectores da Construção Civil, Hotelaria e a Agricultura (1970: 3.632 portugueses).No final dos anos 70 tornou-se numa terra de emigrantes portugueses, nomeadamente para os que regressaram de África . Vivem e trabalham na Suíça cerca de 152.826 cidadãos lusos, constituindo a terceira comunidade estrangeira a residir neste país. Ao todo representam 9,5% dos 1,43 milhões de habitantes de nacionalidade não suíça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-5391507883416510826?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/5391507883416510826/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/09/d-os-portugueses-na-africa-do-sul.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/5391507883416510826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/5391507883416510826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/09/d-os-portugueses-na-africa-do-sul.html' title='Os portugueses na África do Sul, Venezuela e Suiça'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sri2dSB0QzI/AAAAAAAAAFs/Onghl-xUZj8/s72-c/mapa_africa_do_sul.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-6609645619084254206</id><published>2009-09-22T12:17:00.002+01:00</published><updated>2009-09-22T17:54:18.731+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emigração'/><title type='text'>Os portugueses na França</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sri22NMfC2I/AAAAAAAAAF0/9eMXl4ri9EM/s1600-h/portugueses_emigrantes.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 385px; DISPLAY: block; HEIGHT: 270px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384254396892646242" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sri22NMfC2I/AAAAAAAAAF0/9eMXl4ri9EM/s400/portugueses_emigrantes.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;c) Os portugueses na França&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A grande emigração para França é algo relativamente recente, data do final dos anos 50 do século XX, quando cerca de 1,5 milhão de portugueses emigraram para este país. Em 1990 registavam-se neste país um total de 798.837 pessoas de origem portuguesa (603 686 mil haviam nascido em Portugal e 195 151 em França).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A emigração de portugueses para França entre 1961e 1974 é um dos episódios mais impressionantes da história contemporânea de Portugal. A emigração que ocorre a partir de meados dos anos 50 tem uma natureza muito distinta da anterior. Esta é marcada por uma profunda descrença nas capacidades de desenvolvimento do país, sob o jugo de uma ditadura desde 1926. O aumento da informação do que se passa no resto na Europa, não deixa dúvidas: a única forma de fugirem às condições degradantes em que viviam e trabalhavam em Portugal era partirem para a Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1950, apenas se registam 314 emigrantes. Quatro anos depois são já 747 para em 1965 atingirem os 1.336. Em 1958 serão 6.264. A partir daqui os números disparam. Em 1970, atinge-se o valor máximo: 135.667 indivíduos num só ano. Entre 1958 e 1974, cerca de um milhão de portugueses instala-se em França, dispostos a trabalhar em qualquer posto. Assim, a sua exploração era facilitada e começava muitas vezes em Portugal, com as redes que os transportavam até à fronteira, e não raro os abandonava pelo caminho. Muitos portugueses morriam neste percurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em França eram vítimas de todo o tipo de discriminações no trabalho, no alojamento e nas mais pequenas coisas do dia-a-dia. poucos emigrantes esperavam enriquecer, mas todos esperavam conseguirem uma vida mais digna . Tratava-se de uma verdadeira vaga, em grande parte clandestina, contra a qual todas as leis se revelavam ineficazes. Em poucos anos despovoaram-se regiões inteiras abrindo-se profundas rupturas nas estruturas económicas, sociais e culturais de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes emigrantes eram frequentemente pessoas de baixo nível cultural e sobretudo despolitizadas, quase sempre ligados a profissões desqualificadas. As mulheres conseguiam vagas como porteiras e os homens como operários da construção civil. Ocupavam bairros – de –lata e viviam em condições de extrema precariedade, bem piores que aquelas que tinham no seu país de origem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-6609645619084254206?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/6609645619084254206/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/09/c-os-portugueses-na-franca-grande.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/6609645619084254206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/6609645619084254206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/09/c-os-portugueses-na-franca-grande.html' title='Os portugueses na França'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sri22NMfC2I/AAAAAAAAAF0/9eMXl4ri9EM/s72-c/portugueses_emigrantes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-7143158316536099501</id><published>2009-09-22T12:17:00.001+01:00</published><updated>2009-09-22T17:54:30.282+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emigração'/><title type='text'>Os portugueses nos EUA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sri3lxc4MaI/AAAAAAAAAF8/3p2WfZXB6qs/s1600-h/eua.png"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 210px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384255214078931362" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sri3lxc4MaI/AAAAAAAAAF8/3p2WfZXB6qs/s400/eua.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;b) Os portugueses nos Estados Unidos da América&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XVII formaram-se as primeiras comunidades de portuguesas nos Estados Unidos e no século XIX, os imigrantes portugueses já estavam espalhados por todo o território norte-americano, concentrando-se em especial nas zonas costeiras, em localidades portuárias onde existiam importantes actividades piscatórias. A que a pesca da baleia foi uma das actividades que levou ao longo dos séculos muitos portugueses para os EUA, em particular os açorianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A emigração massiva de portugueses para os EUA ocorreu entre 1820 e 1872, quando entraram nos EUA 379.130 imigrantes. A questão que dividia os dois países era a questão colonial.. A emigração portuguesa para os EUA manteve-se muito elevada até ao final dos anos 20. Entre 1901-1910: 69.140 emigrantes; 1911-1920: 89.732; 1921-1930:.30.000 emigrantes . Depois da crise de 1929, foram tomadas medidas muito restritivas contra a emigração. Os candidatos, por exemplo, tinham que saber inglês falado e escrito. O número de emigrantes portugueses desceu entre 1931 e 1950 para cerca de 10.750.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda vaga de emigração, depois do século XIX, ocorreu na sequência da erupção do vulcão dos Capelinhos (1957), na Ilha do Faial, Açores. Os americanos concederam vários vistos para as famílias afectadas pelo vulcão. Entre 1958 e 1965 cerca de 15.000 açorianos do Faial emigraram para os EUA. Este acontecimento provocou uma mudança das leis da emigração deste país. Calcula-se que em consequência destas, entre 1960 e 1980 cerca de 180.000 portugueses tenham emigrado para os EUA (metade destes emigrantes eram açorianos).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-7143158316536099501?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/7143158316536099501/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/09/b-os-portugueses-nos-estados-unidos-da.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/7143158316536099501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/7143158316536099501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/09/b-os-portugueses-nos-estados-unidos-da.html' title='Os portugueses nos EUA'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sri3lxc4MaI/AAAAAAAAAF8/3p2WfZXB6qs/s72-c/eua.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-816114323116999046</id><published>2009-09-22T12:16:00.000+01:00</published><updated>2009-09-22T17:54:41.834+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emigração'/><title type='text'>Os portugueses no Brasil</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sri3s-m-z7I/AAAAAAAAAGE/hDdjOFTgbns/s1600-h/mapa_brasil_portugal.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 258px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384255337870053298" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sri3s-m-z7I/AAAAAAAAAGE/hDdjOFTgbns/s400/mapa_brasil_portugal.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;a) Os portugueses no Brasil&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal e o Brasil partilham uma história comum desde o seu descobrimento, em 1500. Em rigor só se pode falar de imigração portuguesa no Brasil após a Independência deste país em 1822. Diversos estudos revelaram um constante movimento migratório de portugueses para o Brasil desde o século XVI, o qual aumentou no século XVIII. Após a Independência prosseguiu o fluxo migratório, tendo atingido a sua máxima dimensão entre 1901 e 1930. Esta emigração manteve-se muito elevada até finais dos anos 50 do século XX, quando cessou quase completamente. A partir dos anos 60 o movimento migratório passou a ser do Brasil para Portugal, atingindo a partir do final dos anos 90 valores muito significativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil apresentava-se como um terra de enormes oportunidades para os portugueses, sem os perigos que tinham de enfrentar noutras regiões do mundo. Durante muito tempo, o fluxo migratório para o Brasil, foi de tal forma acentuado que o despovoamento no país foi notório e durante séculos carecemos de mão-de-obra , travando o desenvolvimento nacional. ligada à acção de colonização, e que se traduziu na ocupação durante o século XVI de todo o litoral costeiro, os emigrantes portugueses eram atraídos pela exploração do açúcar, do tabaco e depois do ouro e pedras preciosas. .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A emigração não terminou com a independência do Brasil. Os fluxos migratórios eram suscitados pelas necessidades de mão-de-obra em inúmeras actividades, em espacial as relacionadas com o comércio, a indústria, mas também com as plantações de café e de algodão. Estas necessidades foram agravadas pelo fim do tráfico de escravos (1850) e depois com a abolição da escravatura (1888). Os imigrantes europeus, incluindo os portugueses, foram substituindo progressivamente a mão-de-obra escrava. No final do século, milhares de emigrantes dirigiam-se também para o Amazonas, onde se iniciou a exploração da borracha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a implantação da República em Portugal, a vaga de emigrantes rumo ao Brasil voltou a aumentar. No entanto, todo o século XX foi marcado pela redução do número de emigrantes para o Brasil. A maioria destes emigrantes era trabalhadores rurais ou pequenos comerciantes, construtores civis ou possuíam profissões domésticas. No geral, tratava – se de pessoas desprovidas de capacidade técnica para a direcção e orientação das grandes tarefas do comércio e da industria. Saíam em famílias completas, com elevada percentagem de mulheres e de crianças, na sua maior parte analfabetas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-816114323116999046?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/816114323116999046/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/09/os-portugueses-no-brasil-portugal-e-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/816114323116999046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/816114323116999046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/09/os-portugueses-no-brasil-portugal-e-o.html' title='Os portugueses no Brasil'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sri3s-m-z7I/AAAAAAAAAGE/hDdjOFTgbns/s72-c/mapa_brasil_portugal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-5908325166765638946</id><published>2009-09-22T12:15:00.000+01:00</published><updated>2009-09-22T17:54:51.561+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emigração'/><title type='text'>Os portugueses no mundo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sri4AZT4J_I/AAAAAAAAAGM/1XofRsZQC-s/s1600-h/mapa-mundo.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 215px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384255671455197170" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sri4AZT4J_I/AAAAAAAAAGM/1XofRsZQC-s/s400/mapa-mundo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;3 - Os portugueses no mundo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Seguindo ritmos distintos, registando a par da emigração legal a emigração clandestina e mostrando preferências diversificadas consoante a antiguidade e a tradição emigratória, as características sociais e as oportunidades de saída oferecidas a esta população deram origem à formação de diversas comunidades de portugueses residentes no estrangeiro que têm contribuído para o crescimento económico desses países e para o reforço das sociedades multi-culturais onde residem. Actualmente, cerca de 4,6 milhões de cidadãos, de origem portuguesa residem nos mais diferentes países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma análise mais pormenorizada desta distribuição realça a distribuição desta população por 28 países na Europa; 39 países em África; 32 países na América; 22 países na Ásia e 2 países na Oceânia. Desta distribuição, ressaltam alguns aspectos relacionados com a antiguidade deste fenómeno; outros as suas características recentes. Assim, em relação à emigração "transoceânica", entre os destinos referidos o Brasil, continua a ser o país onde a presença portuguesa é mais relevante e onde os laços de consanguinidade com a sociedade portuguesa, oriunda quer do continente quer dos Açores e mesma da Madeira, é mais evidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já os EUA surgem como o destino privilegiado da população açoriana e de muitos emigrantes do continente atraídos em épocas distintas, tal como aconteceu com o Canadá, pelas oportunidades de emprego aí existentes. Mas não podemos deixar de referir, ainda no continente americano, a Venezuela e a Argentina, as Antilhas Holandesas e as Bermudas, destinos muito procurados nos finais do século XIX. No seu conjunto tratam-se de destinos característicos da emigração transoceânica que se desenvolveu a par da intensificação da colonização do Brasil e da exploração das suas riquezas naturais e do alargamento de outros destinos relacionados com o desenvolvimento industrial e urbano do continente norte americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relacionada com a colonização de alguns territórios africanos , o fluxo de emigração para este continente veio, principalmente da Madeira. A evolução dos regimes políticos africanos não permite no entanto o fortalecimento de comunidades numerosas pelo que o total de cidadãos nacionais neste continente parece estar a reduzir-se. Igualmente significativa, é a presença em certos países asiáticos. Neste caso as maiores percentagens em Hong-Kong e na Índia, parecem significar a manutenção de antigos laços com os antigos territórios sob administração portuguesa, da Índia e de Macau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nível europeu, o grande número de portugueses que emigraram para a França torna este país no destino mais procurado na história contemporânea da emigração portuguesa. . Contudo o exemplo mais sugestivo deste fenómeno e das suas manifestações recentes é a emigração para a Suíça país onde o número de cidadãos de origem portuguesa ultrapassa uma centena e meia de milhar. Tendo em conta a dimensão da população portuguesa residente no território nacional, cerca de dez milhões de habitantes, os valores acima referidos de quase cinco milhões, atestam a dimensão nacional deste fenómeno.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-5908325166765638946?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/5908325166765638946/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/09/3-os-portugueses-no-mundo-seguindo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/5908325166765638946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/5908325166765638946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/09/3-os-portugueses-no-mundo-seguindo.html' title='Os portugueses no mundo'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/Sri4AZT4J_I/AAAAAAAAAGM/1XofRsZQC-s/s72-c/mapa-mundo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-3221940752899286648</id><published>2009-09-16T14:10:00.000+01:00</published><updated>2009-09-22T17:55:02.534+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emigração'/><title type='text'>Emigração portuguesa um fenómeno familiar</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.algarve-reporter.com/2008_03_23_archive.html"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 295px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382066474241079762" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/SrDw8WKtudI/AAAAAAAAABw/CRm5bPsRc3M/s400/Imigrante_portugues.jpg" /&gt; &lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;4 - Emigração portuguesa: um fenómeno familiar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A emigração portuguesa foi sempre um fenómeno familiar. Inicialmente partiam os homens, para criarem depois as condições necessárias para a família se juntar a eles. A família, no seu conjunto, era sempre o sujeito da emigração. Os portugueses emigraram por razões familiares: - por um projecto de família, que podia ser desde o construir uma casa até à preocupação de poder dar aos filhos condições de vida diferentes das que tinham em Portugal. O emigrante português, no seu perfil mais clássico , partia para outro país para angariar dinheiro para o futuro, pretendendo sempre regressar a Portugal quando cumprido o seu objectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família era reduto de segurança num mundo desconhecido. De um ponto de vista psico-social, a família fornecia a cada um dos seus membros a segurança afectiva e psicológica necessária para suportar, enfrentar e sobreviver nos países de acolhimento , sobretudo numa primeira fase em que não se conhecia ninguém .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família tornou-se nicho de identidade sobretudo no cumprimento da sua função educativa. No meio de um ambiente estranho os pais sentiam mais do que nunca que tinham de dar aos seus filhos uma identidade portuguesa e transmitir-lhes a cultura do seu país de origem . assim, tudo o que fosse português, desde o folclore até às especialidades culinárias ganhou especial destaque nas comunidades de emigrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manter viva a relação com Portugal passou a ser para as famílias na emigração tarefa prioritária. Neste ponto, há que sublinhar o interesse dos pais e o seu empenhamento em muitas associações pela criação e desenvolvimento dos cursos de língua portuguesa como língua materna nos diversos países onde são emigrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família portuguesa tendeu sempre a acentuar o aspecto da identidade, colocando de lado qualquer apelo de integração, pois este era entendido e sentido como uma ameaça à sua identidade. Os emigrantes portugueses procuraram sempre manter uma unidade cultural , que os impediu de integrar as sociedades onde se inseriam, mantendo sempre a esperança e o desejo de regressarem ao seu país de origem. No entanto, a dinâmica de uma sociedade multicultural e intercultural assenta, por um lado, na cultura da autonomia, por outro, na obrigatoriedade da participação e o emigrante português, fixado na ideia de regresso, sentia pouca vontade de participar e integrar a nova comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão da identidade era quase sempre formulada e sentida como um conflito de valores. A família sentia obrigação na conservação de valores, caracterizados como valores étnicos, nacionais. Muitas vezes eram valores comuns de uma sociedade que já não existia ou estava em vias de desaparecimento – uma sociedade de um Portugal rural, interior, fechado e conservador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra das características destas famílias emigrantes era a falta de vontade dos filhos dos emigrantes de prosseguirem os estudos. Os dados estatísticos de certos países como a Alemanha e a França mostram que os jovens portugueses eram dos grupos menos representados no ensino secundário e nas universidades. A dificuldade com a língua do país de acolhimento era uma das causas imediatas. Mas as raízes do problema são mais profundas: prendiam-se sobretudo com a falta de motivação para aprender a língua tanto dos pais como dos filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, esta atitude tem-se alterado, principalmente porque o tipo de emigração e as suas motivações também se alteraram. Até há década de oitenta/noventa o emigrante abdicava de uma vida com dignidade no país de acolhimento, para a ter no seu país de origem , mesmo que não usufruísse desse bem – estar. A qualidade de vida , habitação, mobiliário, gastos com os tempos livres era propositadamente reduzida ao mais elementar .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gradualmente, este tipo de emigração sofreu alterações. Se o projecto primeiro era angariar o máximo de dinheiro no mínimo de tempo, para poder regressar, cedo a família se deu conta que esse projecto económico não era realizável no espaço de tempo sonhado e, prolongando-se, entrava em conflito com outros objectivos importantes da família.- A formação escolar das crianças exigia o adiamento do regresso e obrigava a uma certa integração de facto, em conflito com a ideia do provisório, do regresso.- A redistribuição de papéis na família, muitas vezes de forma pouco fiel à tradição, começava a afirmar-se à medida que as mulheres encontravam formas de trabalho remunerado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma certa integração que o tempo e os contactos sociais acabavam por provocar levou a repensar a relação com Portugal. Na primeira geração, eram sobretudo as mulheres quem mais hesitavam e mais travavam o regresso. A mulher sentia que a sua vida havia mudado e seria ela quem mais teria a perder no caso de um regresso a Portugal em plena vida activa.- Uma vez atingida a reforma, a família portuguesa regressa a Portugal já sem os filhos, visto que muitos, atingida a idade adulta optavam por ficar nos países de emigração. A família ia unida mas voltava desmembrada, regressando só os pais já reformados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-3221940752899286648?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/3221940752899286648/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/09/tudo-o-que-precisa-de-saber-sobre.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/3221940752899286648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/3221940752899286648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/09/tudo-o-que-precisa-de-saber-sobre.html' title='Emigração portuguesa um fenómeno familiar'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/SrDw8WKtudI/AAAAAAAAABw/CRm5bPsRc3M/s72-c/Imigrante_portugues.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-114836524790052133.post-7024981428831021291</id><published>2009-09-16T14:00:00.000+01:00</published><updated>2009-09-16T14:10:19.801+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='apresentação'/><title type='text'>Democracia Aberta</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/SrDjsv1k5YI/AAAAAAAAABI/N33QFuvj8LY/s1600-h/democracia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382051912602674562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 370px; CURSOR: hand; HEIGHT: 278px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/SrDjsv1k5YI/AAAAAAAAABI/N33QFuvj8LY/s400/democracia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Somos um conjunto vasto de pessoas que entende que em Portugal existe um défice de reflexão pragmática e profunda sobre os problemas da sociedade , com os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;quais&lt;/span&gt; nos confrontamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este conjunto vasto de pessoas põe a sua experiência ao serviço dessa reflexão. Sem pretensões de sermos os únicos detentores da verdade, aceitando a dúvida, como um instrumento sistemático de progresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta posição não invalida a formulação usada e ambiciosa de projectos que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;possibilitem&lt;/span&gt; a Portugal vencer as deficiências estruturais com as quais, ao longo da nossa história, nos temos confrontado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/114836524790052133-7024981428831021291?l=democraciaberta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciaberta.blogspot.com/feeds/7024981428831021291/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/09/democracia-aberta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/7024981428831021291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/114836524790052133/posts/default/7024981428831021291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciaberta.blogspot.com/2009/09/democracia-aberta.html' title='Democracia Aberta'/><author><name>DA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15574862600648237279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VYhN9CCpWfs/SrDjsv1k5YI/AAAAAAAAABI/N33QFuvj8LY/s72-c/democracia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
